quinta-feira, 27 de abril de 2017

XX Encontro Regional dos Grupos PET do Sul

No último final de semana, entre os dias 21 e 23 de abril, o grupo PET Engenharia Civil UFPR participou do XX Encontro Regional dos Grupos PET do Sul (SulPET). O evento teve como tema "Responsabilidade Política e Unificação Nacional" e as atividades envolveram discussões a respeito da participação dos grupos PET no âmbito político nacional e nas suas instituições de ensino.

Cronograma de atividades do XX SulPET

Na sexta-feira pela manhã, o PET Engenharia Civil apresentou o trabalho "Financiamento coletivo no curso de Engenharia Civil da UFPR: aquisição do Mola Structural Kit". A apresentação proporcionou compartilhar os conhecimentos adquiridos durante a realização do projeto com outros grupos PET de Engenharia Civil sobre o uso do kit como ferramenta de ensino para graduação e com PETs das demais áreas sobre o financiamento realizado para sua aquisição e a consequente autonomia que isso traz para a realização de atividades pelo grupo. Este trabalho foi premiado como o melhor apresentado entre os grupos de Engenharia.

   
Apresentação e premiação do trabalho do PET Engenharia Civil UFPR

Além de palestras e mesas sobre consciência política, unificação nacional, política de minorias e consciência petiana, o evento promoveu discussões a respeito de indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão, formação acadêmica dos alunos de graduação e modernização do ensino superior, entre outras. Nesse contexto, o evento foi uma grande oportunidade de troca entre discentes e docentes de diversas Instituições de Ensino Superior, federais e estaduais, e um momento propositivo sobre a contribuição do Programa de Educação Tutorial para o modelo educacional brasileiro.

Grupo de Discussão e Trabalho 4 - Modernização do Ensino Superior

Outros momentos importantes da programação foram os Encontros de Discentes, Docentes e de Áreas, quando os grupos de cursos relacionados puderam compartilhar experiências em relação às suas atividades relativas à graduação, organização interna e promoção de atividades relativas ao fomento de ações afirmativas, entre outros.

Grupo PET Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná

Por fim, o evento foi de grande importância para os petianos e petianas participantes, que puderam entender e discutir sobre o Programa de Educação Tutorial e sobre a consciência política de forma geral. Além disso, ao final do evento, a sede escolhida para sediar o XXI SulPET, que acontecerá na mesma época em 2018, foi a Universidade Federal do Paraná!
segunda-feira, 3 de abril de 2017

Saneamento Básico e os objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Você provavelmente já ouviu falar da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ela se trata de um plano de ação da ONU para as pessoas, para o planeta, e para a prosperidade e conta com 169 metas vinculadas a 17 objetivos.

Os objetivos são integrados e indivisíveis, e equilibram as dimensões econômica, a social e a ambiental. Para atingi-los, em especial o de Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos, o Brasil tem um longo percurso e um grande desafio pela frente. Ele tem metas como alcançar o acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos, assim como o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos.


De acordo com a Lei 11.445/2007, o saneamento é composto por abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo de águas pluviais. 

Como muitos podem imaginar, não são só as áreas rurais que sofrem com a precarização da distribuição de água tratada, mas as urbanas também. Uma pesquisa realizada pelo
Instituto Trata Brasil, por exemplo, indica que em média 48,3% da população nacional tem coleta de esgoto e o 
Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento ainda aponta que, até 2015 cerca de 83% da população não tinha acesso à água tratada. Ou seja, se a situação atual do saneamento básico no Brasil continuar no mesmo ritmo, não será possível alcançar sua universalização em 20 anos. 

Mas afinal, porque estamos tão longe de atingir o objetivo? No Brasil, a infraestrutura não acompanhou o rápido crescimento das cidades e, pela grande diferença entre a realidade dos municípios, dificilmente os prazos impostos são cumpridos, como a do fechamento de lixões, por exemplo, além de ser necessária também a colaboração conjunta de diversos órgãos diferentes. Ademais, investir em saneamento é uma tarefa custosa e muito lenta, porém isso significa reduzir gastos em saúde e melhorar a qualidade de vida da população -a cada R$1,00 investido em saneamento básico, são economizados R$4,00 em custos no sistema de saúde, de acordo com especialistas presentes no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública.

Portanto, é importante ter em mente a grande relevância da discussão do tema e que, mesmo que em um ritmo menos acelerado, é preciso avançar na construção da garantia a todos boa qualidade de vida e um ambiente saudável.

Quer saber mais? Consulte as referências tomadas como base:
  1. blogdaengenharia.com/metas-do-desenvolvimento-sustentavel-trazem-a-tona-a-questao-do-saneamento-basico-para-todos/
  2. nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/
  3. www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/a-situacao-do-saneamento-basico-no-brasil
quarta-feira, 29 de março de 2017

O começo do ano no PET!

Após um pouco mais de um mês desde que começaram as aulas, estamos aqui para falar quais foram nossas atividades até o momento. Começamos a trabalhar desde o começo de fevereiro pensando em todas as várias formas de fazer com que a graduação seja mais bem aproveitada para todos os alunos. Para isso, fizemos um planejamento de todas as atividades que ocorrerão ao longo do ano. Mas enfim, o que fizemos até o momento?

      Semana do Calouro




               Todo ano ocorre durante na Semana do Calouro (primeira semana de aula) uma breve apresentação do PET Civil UFPR explicando um pouco sobre o que é o Programa e quais são os projetos executados. Esse ano a apresentação foi feita pelos petianos Isabella e Rodrigo Otávio, onde eles falaram um pouco sobre o Programa de Educação Tutorial, como funciona a organização do grupo, nossos projetos, os eventos PET, o sistema horizontal, e outras informações importantes. Além disso, durante a Semana do Calouro também acontece o Tour do PET, um breve tour pelo campus Centro Politécnico, dando ênfase nos lugares mais frequentados pelos alunos de Engenharia Civil, desde o prédio do Setor de Ciências Exatas até o CESEC, onde fica a sala do PET.


   Engenharia Digital: A Importância da Capacitação Tecnológica





               No dia 07 de março o PET trouxe um espaço voltado para a demonstração de softwares utilizados na Engenharia Civil e sua importância. A palestra foi ministrada pela Have It Capacitação Tecnológica, explicando e mostrando algumas funcionalidades dos softwares e aplicações em BIM (Building Information Model). Além disso, foram sorteados diversos cursos!


CinePET




               Outro projeto tradicional do PET Eng. Civil é o CinePET, um dos primeiros contatos do PET com a graduação após a Semana do Calouro. No CinePET apresentamos um filme/documentário que introduz algum tema de Engenharia Civil de forma mais dinâmica e visual, uma vez que, o evento conta com uma participação maior dos calouros. Nessa edição o tema abordado foi “Casas à prova de furacão”, o evento contou com a presença de mais de 100 pessoas de diversos anos da graduação e também com a presença e comentários do Prof. Marcos Arndt e, é claro, muita pipoca!


       Curso de Mendeley





                 Os projetos do grupo PET não são apenas para a graduação! Nos dias 20/03 e 23/03 ministramos um curso do software Mendeley, de gerenciamento de referências para artigos acadêmicos, para alunos da graduação e pós-graduação. O curso foi ministrado pelos petianos Lucas e Maria. Não sabe qual a importância desse programa? Para mais dicas e informações: http://posgraduando.com/como-elaborar-referencias-bibliograficas-sem-drama-mendeley/


  Processo Seletivo




               No momento, o Grupo está passando por um Processo Seletivo! Anualmente acontecem dois processos seletivos, que focam na avaliação de perfil dos candidatos baseado em características que julgamos ideias para o convívio dentro do Programa. O resultado desse primeiro Processo Seletivo de 2017 está previsto para dia 15/04! 




                  O grupo PET Engenharia Civil da UFPR agradece a todos que participaram em nossas atividades até o momento, esperamos um ano de 2017 cheio de desafios, aprendizados e experiências!



segunda-feira, 6 de março de 2017

Processo Seletivo 2017.1


Você tem vontade de fazer mais pela Universidade e de ir além das salas de aula?
Aproveite! As inscrições para o Processo Seletivo do PET Engenharia Civil estão abertas!

PET (Programa de Educação Tutorial) é um programa criado pelo governo federal que realiza atividades voltadas para a universidade e comunidade através da tríade: ensino, pesquisa e extensão.

Hoje, são 842 grupos espalhados por 121 Instituições de Ensino Superior brasileiras. 
Só o nosso grupo já tem quase 34 anos de história!


Conheça mais algumas características do Programa:


Formação ampla e diferenciada
No PET você desenvolve atividades de diferentes naturezas que te permitem ter uma formação ampla e completa para sua vida pessoal e profissional. São exemplos disso o desenvolvimento de cursos e pesquisas científicas, a organização de eventos, visitas e palestras técnicas  e a participação de inúmeras discussões e debates. 

Potencialização da Habilidade Social
No nosso cotidiano, temos contato com diversos professores, alunos, profissionais de Engenharia, entre outros. Essa experiência é capaz de desenvolver a habilidade de entender e reagir adequadamente a diversos meios sociais.

Desenvolvimento pessoal
No PET, diariamente você tem a oportunidade de aprimorar diversas características pessoais, como comunicação, pró-atividade, criatividade, espírito de liderança e senso crítico.

Participação em eventos
Periodicamente, os grupos PET reúnem-se em eventos para discutir pautas de melhoria do Programa e trocar experiências. Todo ano ocorrem eventos locais, regionais e nacionais. Também há o incentivo à participação em eventos técnicos relacionados à Engenharia Civil e à Educação.

Contribuição para a comunidade interna e externa
A participação no PET está intimamente relacionada com a preocupação com a melhora do curso e da Universidade, assim como a comunidade externa.
Esse viés reforça nossa formação humana, através do trabalho com temas sociais, um dos principais compromissos do(a) engenheiro(a) civil.

Trabalho em equipe
Todas as decisões são tomadas em grupo. Assim, discussões são recorrentes no PET, fazendo com que você desenvolva sua capacidade em se relacionar com as pessoas, respeitar e aceitar opiniões divergentes em um ambiente agradável.

Ficou interessado? 
Acesse o edital, a cartilha e a ficha de inscrição para esclarecer outras dúvidas. 
Você também pode entrar em contato conosco pelas nossas redes sociais ou na sala do PET (CESEC - 1ºandar).




Vivencie essa experiência!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Dicas de leitura para as férias

Com a chegada das férias é muito importante relaxar mas sem esquecer da leitura, ferramenta cultural muito importante para o dia a dia de um engenheiro. Vamos sugerir leituras interativas para que você possa relaxar e entender mais nessas férias sobre arquitetura, engenharia e outros. 

Arquitetura e Engenharia

Grandes Edificações: Escrito por especialistas, Grandes Edificações constitui uma grande visão de diversas construções reconhecidas no mundo inteiro, revelando detalhes importantes por meio de imagens tridimensionais e mostrando os diversos significados pela qual cada uma foi empreendida. Em ordem cronológica, nos mostra detalhes desde as pirâmides do Egito nos séculos passados, até os grandes arranhas céus do século XXI.



Edificação - 3000 Mil Anos de Projeto, Engenharia e Construção: A obra remete as técnicas inicias de construção que ao longo do tempo passaram por aprimoramentos, até chegar nos métodos atuais de construção. Organizado cronologicamente, cada capítulo inicia com uma linha de tempo, que traz os materiais, a tecnologia, o conhecimento, os métodos e as ferramentas de projeto de disponíveis em cada período. Através de ilustrações o livro busca ilustrar os diversos métodos construtivos apresentados.



O Domo de Brunelleschi: Este livro narra a trajetória do arquiteto inovador Filippo Brunelleschi e conta como foi construída uma de suas maiores obras, conhecida como Domo de Brunelleschi. Considerada na época uma loucura, a obra demorou mais de 500 anos para ficar pronta, desafiando os conhecimento da engenharia, conhecidos até então. 



Street Fight - A Handbook For An Urban Revolution: O livro conta como a implantação elementos visuais ajudaram a melhorar a segurança viária de uma região, mostrando detalhes da segurança viária em Nova York. Uma das maiores e mais importantes cidades do mundo, com espaço espaço muito complexo para os variados sistemas de trasportes, teve grande melhora no seu espaço viário devido a pintura de faixas nas vias.



Outros temas para leitura

O Hobbit: Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida pacata e sem interesses. Mas sua vida muda quando, o mago, e uma companhia de anões batem à sua para leva-lo para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba se surpreendendo com a sua esperteza de ladrão. 



O Caçador de Pipas: O romance narra a tocante história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos que vivem no Afeganistão da década de 1970. Durante um campeonato de pipas, Amir perde a chance de defender Hassan, num episódio que marca a vida dos dois amigos para sempre. Vinte anos mais tarde, quando Amir está estabelecido nos Estados Unidos, após ter abandonado um Afeganistão tomado pelos soviéticos, ele retorna a seu país de origem e se encontra cercado pelo seu passado passado.




Barba Ensopada de Sangue: O protagonista (cujo nome não conhecemos) se afasta da relação conturbada com os outros membros da família e mergulha em um isolamento geográfico e psicológico. Ao mesmo tempo, ele empreende a busca pela verdade no caso da morte do avô, Gaudério, que teria sido assassinado décadas antes na mesma Garopaba, na época apenas uma vila de pescadores.



A menina que roubava livros:  A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte se atrai pela menina e segue-a de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai roubar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação, seu anseio pelo conhecimento deu-lhe um propósito para vida.



O Leopardo: Ao trocar sua cidade por Hong Kong, Harry Hole encontra refúgio no álcool e nos jogos de azar para tentar fugir de sua antiga vida. Porém, por mais que ele tente se manter afastado, um misterioso assassino consegue trazê-lo de volta à realidade. Duas mulheres são encontradas afogadas no próprio sangue, e uma terceira é morta por enforcamento. A cobertura da imprensa provoca grande comoção na cidade. Não há pistas do assassino, a única conexão entre as mortes é o fato de que todas as vítimas passaram a noite em uma cabana isolada nas montanhas. Conforme a investigação avança, Harry tem certeza de que está lidando com um perigoso e implacável assassino, que escolhe suas vítimas a dedo. Porém, ele não imagina que, ao assumir o caso, coloca-se também na mira desse perigoso psicopata.




Freakonomics: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo Que Nos Afeta : A obra é fruto das idéias do economista Steven D. Levitt, PhD do MIT. De uma maneira diferente a obra traz a economia para o nosso dia a dia, por meio de fundamentos econômicos nos mostram como lutadores trapaceiam, como como os corretores de imóveis nos enganam e por que pobres e ricos batizam seus filhos com nomes tão diferentes. Uma leitura imperdível para quem ainda não conhece os conceitos que viraram o mundo dos negócios de cabeça pra baixo.



Boas férias e até 2017!
terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Resultado final - PBL Estruturas de Madeira



O PBL - Estruturas de Madeira consistiu na aplicação do Project Based Learning (Aprendizagem Baseada em Projetos) na disciplina de Estruturas de Madeiras (TC -057) do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná. O método se trata de uma ferramenta inovadora utilizada na educação pelo qual os alunos investigam e solucionam um problema proposto trabalhando em grupos, tendo o senso crítico e trabalho em equipe desenvolvidos, além de estimular a aprendizagem-ativa. 



Em parceria com o Prof. Dr. Elvidio Gavassoni Neto, docente da disciplina optativa Estruturas de Madeira, o PET Engenharia Civil UFPR aproveitou um dos métodos de avaliação presentes na ementa da disciplina, que consiste na elaboração dos projetos conceitual e básico de uma estrutura em madeira, para aplicar o sistema de ensino PBL na turma. Os discentes desenvolveram o projeto, em grupo, com o objetivo de solucionar uma problemática de infraestrutura do campus Centro Politécnico. Nesta aplicação, a problemática foi a construção de um paraciclo em madeira, visto que os já existentes no campus estão expostos ao clima e não possuem iluminação e segurança adequados, gerando um desestímulo ao uso. 



Desta forma, os projetos de paraciclos desenvolvidos pelos alunos devem respeitar as seguintes premissas: dispor de cobertura, localizar-se no Campus Centro Politécnico e possuir madeira como material da estrutura principal.

A avaliação dos projetos da disciplina foi feito em 3 etapas:

  • Avaliação pelo professor da disciplina;
  • Escolha de projetos por discentes e docentes do Centro Politécnico;
  • Avaliação de critérios sociais, econômicos, estruturais e arquitetônicos por professores externos à disciplina.
A equipe vencedora foi a equipe que conseguiu a maior pontuação na terceira etapa dentre as cinco equipes concorrentes. Neste ano, a Equipe C foi a vencedora da competição e terá seu projeto encaminhado à Superintendência de Infraestrutura da UFPR para viabilizar a execução da estrutura!

Divulgação do projeto vencedor.

Divulgação do projeto vencedor.

A colocação das demais equipes seguiu a seguinte ordem:





Agradecemos a participação de todas as equipes e a parceria do Prof. Gavassoni. Até a próxima!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Engenharia Militar, a irmã fardada da Engenharia Civil

A Engenharia Militar



A Engenharia Civil teve esse nome inicialmente em oposição ao da Engenharia Militar. Designava assim, toda a engenharia não militar. E o que, afinal, é a Engenharia Militar?

Engenharia militar é o ramo da engenharia que dá apoio às atividades de combate das forças armadas dentro do sistema MCP (Mobilidade, Contramobilidade e Proteção) construindo pontes, campos minados, estradas, etc, se encarregando da destruição dessas mesmas facilidades do inimigo e aumentando o poder defensivo por meio de construção ou melhoramento de estruturas de defesa. Além de suas missões clássicas de apoio ao combate em situação de guerra, atua em época de paz como pioneira ou colaboradora na solução de problemas de infra-estrutura do desenvolvimento nacional.

A primeira civilização a ter uma força especialmente dedicada à Engenharia Militar foi talvez a Romana. As legiões romanas tinham um corpo de engenheiros conhecidos por architecti. A Engenharia Militar Romana tornou-se proeminente entre as suas contemporâneas e a escala de certos dos seus feitos, tais como a construção de fortificações com comprimentos superiores a 60 km em apenas algumas semanas.

No Brasil 



Por concurso das escolas militares de Engenharia, como IME (Instituto Militar de Engenharia) e ITA (Instituto tecnológico da Aeronáutica. Nessas escolas, os alunos e alunas chegam com o Ensino Médio concluído e se formam em Engenharia; 
Por concurso das forças armadas para o Curso de Formação de Engenheiros Militares da Ativa (CA/CFRm). Para engressar nesse curso, os inscritos no concurso devem ser engenheiros formados. 

A Engenharia Militar tem seus cursos desenvolvidos de forma semelhante à Civil. Porém, diferente de sua prima "paisana", os cursos militares tem uma carga horária bem mais extensa, prezando pela formação igualmente aprofundada em todas as áreas, com pouco espaço para especializações. 

Atualmente, é possível fazer parte da Engenharia militar por dois métodos:

  • Por conta da carga horária puxada, os cursos de Engenharia Militar fornecem, desde o primeiro ano, uma bolsa de estudos para que não desviem a atenção do curso, com dedicação integral.

  • Para o exercício da Engenharia Militar, não basta apenas ter os conhecimentos técnicos da área de engenharia, mas também deverá ter diversos conhecimentos teóricos e também práticos para que se tornar além de engenheiro, um militar. Este conhecimento é passado tanto durante a graduação nas escolas militares quanto no Curso de Formação de Engenheiros Militares da Ativa.


Aulas técnicas para aprender a atirar, manusear uma arma, aprender sobre o militarismo, ter a postura militar, aulas de educação física e muitas outras estão inclusas no pacote para quem deseja se tornar um Engenheiro do exército.




Dessa forma, este profissional não somente será responsável por conter as competências técnicas, mas como também poderá desempenhar as funções essenciais que se diz respeito a segurança e também ao desenvolvimento nacional, podendo inclusive trabalhar em pesquisas futuras e desenvolvimento de novas armas, equipamentos e tecnologias de ponta.

Porém, por se tratar de uma carreira militar, além de todo o preparo técnico necessário da engenharia, o profissional também irá ter uma carreira que requer muita disciplina física. Portanto, durante a sua formação dentro do militarismo, o treinamento será bem mais intenso, contando com corridas em pelotões, futebol, treinamento anaeróbico (musculação) e muitas outras atividades que fazem parte de todas as manhãs dos estudantes que estão aderindo a profissão, antes mesmo do horário da sala de aula para aprender os conceitos necessários.


Se interessou em seguir a carreira militar?

Vamos deixar alguns links que podem ser interessantes:

  1. http://www.ime.eb.br/
  2. http://www.ime.eb.br/component/content/article.html?id=270
  3. http://www.ita.br/
  4. https://eloconcursos.com.br/noticias/area-administrativa/concurso-da-aeronautica-2015-vagas-para-cargos-de-nivel-superior-232.html
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

XXX ANPET

Entre os dias 16 e 18 de novembro de 2016 ocorreu o XXX Congresso de Pesquisa e Ensino em Transporte, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), organizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transporte (ANPET). A ANPET é uma instituição sem fins lucrativos, criado com o objetivo de se tornar um fórum especializado em discutir a área de transportes no Brasil. Sua missão é a geração e difusão do conhecimento no setor de transportes, para aperfeiçoar a produção técnico-científica, qualificar o ensino e a pesquisa e fomentar a transferência de tecnologia.





A abertura do congresso contou com uma palestra sobre a nova rede de transporte estrutural da cidade do Rio de Janeiro e o legado olímpico no sistema de transportes e seu impacto na mobilidade da cidade, ministrada pelo Secretário Municipal de Transportes Alexandre Sansão. A programação foi bem ampla, sendo que pelas manhãs tiveram palestras e cursos, os quais abordaram o sistema BRT, custo de deslocamento, mobilidade sustentável, inovações em infraestrutura ferroviária, planos de mobilidade, transporte hidroviário, smartcities, entre outros. Já pelo período da tarde foram realizadas as seções técnicas com apresentações de trabalho, onde os principais temas foram logística, modelos e técnicas de planejamento de transportes, infraestrutura, tráfego urbano e rodoviário, gestão de transportes, planejamento territorial e aspectos sociais, econômicos, ambientais e políticos de transportes. 




O evento contou com a presença de duas petianas, Maria Clara Suguinoshita e Stephanie K. Silva Zau, da aluna do quinto ano Bruna Buher e do Professor do Departamento de Transportes Jorge Tiago Bastos. As alunas Stephanie e Bruna apresentaram os trabalhos "Estimativa de metas redução do número de mortes no trânsito no Brasil" e "Uma retrospectiva acerca do desempenho brasileiro no contexto da década mundial de ações para segurança viária", respectivamente. A participação em eventos é sempre engrandecedora, pois permite se aprofundar em alguns temas, desenvolver oratória, conhecer pessoas de outras regiões e criar contatos futuros. 




Caso queira saber mais sobre a ANPET e sobre o evento, acesse os links abaixo.

XXX ANPET: http://www.anpet.org.br/xxxanpet/site/
ANPET: http://www.anpet.org.br/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Você fez faculdade, mas o mercado exige experiência. Por onde começar?

Com o advento da contemporaneidade, o mercado passou a exigir uma formação mais completa e experiente e isso aborda um desenvolvimento além da formação acadêmica, singularmente. O texto a seguir é uma pequena reflexão. Você se contrataria?

Com certeza pensou na resposta "sim" e psicologicamente elaborou uma série de qualidades que julga pertencerem à você. Mas e seus defeitos? Ou pontos em que ainda precisa trabalhar e desenvolver?

Pecamos em alguns pontos que muitas vezes nem percebemos, ou julgamos não "ter importância". O ideal seria que nosso cérebro nos enviasse um feedback semanal a respeito do nosso desempenho, nossas forças, fraquezas e progressos. Mas uma vez que isso não acontece, vou te ajudar com uma pequena auto reflexão.

Quantas vezes já se atrasou para algum compromisso, desde uma saída com amigos até uma importante reunião?
Atrasos são normais e até previsíveis, vivemos em uma sociedade inconstante em que nossa pontualidade muitas vezes depende diretamente de fatores externos. Mas você sabe lidar com isso? Existe uma margem aceitável de atrasos e se você constantemente manda aquela mensagem "Vou chegar 15 minutinhos atrasado" e isso já está em seu habitual, mude. O mercado exige pontualidade quanto aos seus compromissos e flexibilidade, isso quer dizer, seja organizado pessoalmente e assim pontualidade será apenas uma consequência de um bom planejamento. 

Você corre atrás de mudanças ou vive no inconformismo?
Com certeza diversas vezes em seu cotidiano você se depara com situações incômodas, desde problemas pequenos até os complexamente "indiscutíveis" mas e o que você faz? Procura entender as causas do problema e uma possível solução ou reclama? É preciso ser um profissional que não se contente com o básico e o esperado. É importante ser uma pessoa que se renove sempre, superando expectativas em ideias e soluções. 

Você é o líder ou o chefe de grupos?
Muitas vezes fala-se em liderança. Mas você sabe o que isso significa? Existe uma diferença entre ser o chefe e o líder de uma pessoa ou grupo de pessoas. Liderança não necessariamente consolida-se sobre um patamar superior diante outros, como uma chefia. "Inspire-se para depois inspirar", o líder deve conduzir seu grupo rumo ao objetivo comum, sempre incentivando e guiando seus colegas de modo que o objetivo final seja uma consequência e que durante todo processo, muito se aprenda e desenvolva. Um líder, com uma visão panorâmica da situação, gerencia seu grupo de modo a obter o melhor desempenho. 

Você é pró-ativo ou solícito?
Imagine a seguinte situação: Seu chefe está estressado em uma semana cheia e pede à sua equipe "Alguém pode finalizar este documento para ser entregue hoje?" e logo você se propõe a terminar. Isso não é ser pró-ativo, você apenas se voluntariou em um momento em que todos, inclusive você, foram requisitados e que, de qualquer maneira, alguém teria que finalizar o documento. Pró-atividade seria você ter tido uma percepção da sobrecarga de seu chefe e ter se voluntariado para auxiliá-lo independente de seu pedido. Profissionais pró-ativos são raros e isso envolve diretamente a empatia individual quanto ao seu colega ou grupo. 

Senso crítico ou senso comum? 
Em que você se fundamenta para opinar a respeito de algo? Como descreveu Platão em "O mito da caverna", pessoas tendem a estar acorrentadas na caverna onde apenas tem-se o senso comum. O senso crítico seria a "liberdade", o modo de interpretar situações de maneira racional e isso é diretamente ligado a fatores fenotípicos da sociedade em que nos encontramos. É importante que o indivíduo consolide seus argumentos e não apenas "copie respostas", sempre apresentando sua opinião de forma clara e embasada. 

As pessoas gostam de ficar ao seu lado? Você gostaria de trabalhar com você mesmo?
É importante salientar a importância de uma boa relação interpessoal para manter a saúde mental. Saber se seu colega de trabalho está bem e tentar ajudá-lo é essencial. Quando estar em um ambiente de trabalho te faz relaxar, te faz enxergar seus colegas como amigos, o trabalho tende a progredir. Então trabalhe e melhore sua variação de humor e além disso, tente transmitir sua melhor energia e contagie!

Afinal, você realmente se contrataria?
Não se contente apenas em ter um bom rendimento acadêmico, ou falar 15 línguas diferentes. Não existe profissional perfeito, existem profissionais que dão o melhor de si em cada situação, sempre em constante progresso. Exceda seus limites e, primeiramente, se convença que você contrataria alguém com as mesmas características que as suas e por fim, mostre ao mercado seu real valor. Boa sorte, futuro engenheiro!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Afinal, qual a diferença entre Engenharia Civil e Arquitetura?


Afinal, qual a diferença entre Engenharia Civil e Arquitetura?


Essa é uma dúvida extremamente comum. Ambas as profissões trabalham com projetos de obras e ambas estão ligadas às ciências exatas, logo, devem ser extremamente parecidas, não?


Em partes.

Sim, essas duas áreas atuam no setor da construção civil, e ambas fazem uso de ferramentas provenientes da matemática e da física, mas os objetivos de cada um são bastante diferentes. Arquitetura e Urbanismo visa, parafraseando o arquiteto Lúcio Costa, construções concebidas com o propósito de ordenar e organizar o espaço com uma finalidade específica e intenções plásticas, ou seja, assemelha-se assim a uma arte. Já a Engenharia Civil tem por objetivo aplicar o conhecimento científico e técnico para projetar, construir e manter a manutenção de todos os tipos de infraestrutura necessários ao bem estar e ao desenvolvimento da sociedade, além da preservação do ambiente natural.


As Atribuições Formais e as Capacitações Técnicas

A Engenharia Civil é regulamentada pelo sistema CONFEA/CREA (ver glossário), que define o engenheiro civil como sendo capacitado principalmente nas áres de Construção Civil, Estruturas, Topografia, Geotecnia, Hidrotecnia, Saneamento, Transportes, entre outras. 

A área de Arquitetura e Urbanismo é regulamentada pelo CAU, criado em 2011 quando se separou do CONFEA/CREA. Atribui aos seus profissionais trabalhar com Projetos de Arquitetura e Urbanismo, Arquitetura de Interiores, Arquitetura Paisagística, Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico, Planejamento Urbano e Conforto Ambiental, para citar alguns.

Definidas as diferenças de atribuições, não parece que há espaço para muita discordância entre elas, não é mesmo? Infelizmente não é esse o caso, afinal...


... Quem Pode Ser Responsável Por Projetos Arquitetônicos?     

Desde a criação do CONFEA/CREA, as atribuições do Engenheiro Civil definiam o profissional como capacitado em realizar projetos de edificações, vide lei nº 5.194/66, sem especificar se esse projeto é estrutural ou arquitetônico - ou ambos.

Porém, em 2013 foi decretado pelo CAU a resolução Nº51, que definia como atividades exclusivas do arquiteto e urbanista regulamentado a elaboração de qualquer tipo de projeto arquitetônico, o que afeta vários engenheiros civis e designers de interiores. A resposta inicial gerou um intenso conflito entre os Conselhos, pois ambos tentaram defender a atuação dos seus profissionais.

O argumento do CAU é que apenas os Arquitetos e Urbanistas estudam de maneira aprofundada projetos arquitetônicos, logo apenas eles deveriam realizar essas atividades pois realizá-las sem conhecimento técnico suficiente é prejudicial ao cliente. O CONFEA/CREA iniciou ação legal, alegando que os engenheiros civis têm em suas grades curriculares projetos arquitetônicos e ferramentas de desenho técnico, e sempre desempenharam estes projetos. 

O impasse continua sem ser resolvido, mas a resolução foi aceita na maior parte dos estados, enquanto alguns conselhos regionais de engenharia conseguiram garantir para os seus profissionais o direito de exercer projetos de arquitetura. No momento, os engenheiros civis do estado do Paraná podem assinar estes projetos, mas isso varia de acordo com o estado.

















Nota do Autor

Vale relembrar que ambas as profissões tem enfoques diferentes e complementares, não opostos. O Arquiteto e Urbanista tem, além de sua capacitação técnica, a capacidade de olhar pelo ponto de vista humanístico o projeto de uma obra. A Arquitetura é uma arte que precisa de muito estudo para ser compreendida, pois sua atuação afeta diretamente o bem-estar das pessoas.

 Por sua vez, a Engenharia Civil tem como responsabilidade fundamental utilizar de todo o seu conhecimento técnico-científico para garantir que tudo seja feito da maneira o mais eficiente o possível. Ou seja, o olhar de um engenheiro tende a ser mais lógico. Casando ambas as proficiências, tem-se a situação ideal, nunca através na exclusão de uma ou outra.


GLOSSÁRIO:

-CONFEA: Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, anteriormente Conselho Federal de Engenharia, Agronomia e Arquitetura;

-CREA: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia;

-CAU: Conselho de Arquitetura e Urbanismo;