sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Dicas de leitura para as férias

Com a chegada das férias é muito importante relaxar mas sem esquecer da leitura, ferramenta cultural muito importante para o dia a dia de um engenheiro. Vamos sugerir leituras interativas para que você possa relaxar e entender mais nessas férias sobre arquitetura, engenharia e outros. 

Arquitetura e Engenharia

Grandes Edificações: Escrito por especialistas, Grandes Edificações constitui uma grande visão de diversas construções reconhecidas no mundo inteiro, revelando detalhes importantes por meio de imagens tridimensionais e mostrando os diversos significados pela qual cada uma foi empreendida. Em ordem cronológica, nos mostra detalhes desde as pirâmides do Egito nos séculos passados, até os grandes arranhas céus do século XXI.



Edificação - 3000 Mil Anos de Projeto, Engenharia e Construção: A obra remete as técnicas inicias de construção que ao longo do tempo passaram por aprimoramentos, até chegar nos métodos atuais de construção. Organizado cronologicamente, cada capítulo inicia com uma linha de tempo, que traz os materiais, a tecnologia, o conhecimento, os métodos e as ferramentas de projeto de disponíveis em cada período. Através de ilustrações o livro busca ilustrar os diversos métodos construtivos apresentados.



O Domo de Brunelleschi: Este livro narra a trajetória do arquiteto inovador Filippo Brunelleschi e conta como foi construída uma de suas maiores obras, conhecida como Domo de Brunelleschi. Considerada na época uma loucura, a obra demorou mais de 500 anos para ficar pronta, desafiando os conhecimento da engenharia, conhecidos até então. 



Street Fight - A Handbook For An Urban Revolution: O livro conta como a implantação elementos visuais ajudaram a melhorar a segurança viária de uma região, mostrando detalhes da segurança viária em Nova York. Uma das maiores e mais importantes cidades do mundo, com espaço espaço muito complexo para os variados sistemas de trasportes, teve grande melhora no seu espaço viário devido a pintura de faixas nas vias.



Outros temas para leitura

O Hobbit: Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida pacata e sem interesses. Mas sua vida muda quando, o mago, e uma companhia de anões batem à sua para leva-lo para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba se surpreendendo com a sua esperteza de ladrão. 



O Caçador de Pipas: O romance narra a tocante história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos que vivem no Afeganistão da década de 1970. Durante um campeonato de pipas, Amir perde a chance de defender Hassan, num episódio que marca a vida dos dois amigos para sempre. Vinte anos mais tarde, quando Amir está estabelecido nos Estados Unidos, após ter abandonado um Afeganistão tomado pelos soviéticos, ele retorna a seu país de origem e se encontra cercado pelo seu passado passado.




Barba Ensopada de Sangue: O protagonista (cujo nome não conhecemos) se afasta da relação conturbada com os outros membros da família e mergulha em um isolamento geográfico e psicológico. Ao mesmo tempo, ele empreende a busca pela verdade no caso da morte do avô, Gaudério, que teria sido assassinado décadas antes na mesma Garopaba, na época apenas uma vila de pescadores.



A menina que roubava livros:  A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte se atrai pela menina e segue-a de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai roubar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação, seu anseio pelo conhecimento deu-lhe um propósito para vida.



O Leopardo: Ao trocar sua cidade por Hong Kong, Harry Hole encontra refúgio no álcool e nos jogos de azar para tentar fugir de sua antiga vida. Porém, por mais que ele tente se manter afastado, um misterioso assassino consegue trazê-lo de volta à realidade. Duas mulheres são encontradas afogadas no próprio sangue, e uma terceira é morta por enforcamento. A cobertura da imprensa provoca grande comoção na cidade. Não há pistas do assassino, a única conexão entre as mortes é o fato de que todas as vítimas passaram a noite em uma cabana isolada nas montanhas. Conforme a investigação avança, Harry tem certeza de que está lidando com um perigoso e implacável assassino, que escolhe suas vítimas a dedo. Porém, ele não imagina que, ao assumir o caso, coloca-se também na mira desse perigoso psicopata.




Freakonomics: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo Que Nos Afeta : A obra é fruto das idéias do economista Steven D. Levitt, PhD do MIT. De uma maneira diferente a obra traz a economia para o nosso dia a dia, por meio de fundamentos econômicos nos mostram como lutadores trapaceiam, como como os corretores de imóveis nos enganam e por que pobres e ricos batizam seus filhos com nomes tão diferentes. Uma leitura imperdível para quem ainda não conhece os conceitos que viraram o mundo dos negócios de cabeça pra baixo.



Boas férias e até 2017!
terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Resultado final - PBL Estruturas de Madeira



O PBL - Estruturas de Madeira consistiu na aplicação do Project Based Learning (Aprendizagem Baseada em Projetos) na disciplina de Estruturas de Madeiras (TC -057) do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná. O método se trata de uma ferramenta inovadora utilizada na educação pelo qual os alunos investigam e solucionam um problema proposto trabalhando em grupos, tendo o senso crítico e trabalho em equipe desenvolvidos, além de estimular a aprendizagem-ativa. 



Em parceria com o Prof. Dr. Elvidio Gavassoni Neto, docente da disciplina optativa Estruturas de Madeira, o PET Engenharia Civil UFPR aproveitou um dos métodos de avaliação presentes na ementa da disciplina, que consiste na elaboração dos projetos conceitual e básico de uma estrutura em madeira, para aplicar o sistema de ensino PBL na turma. Os discentes desenvolveram o projeto, em grupo, com o objetivo de solucionar uma problemática de infraestrutura do campus Centro Politécnico. Nesta aplicação, a problemática foi a construção de um paraciclo em madeira, visto que os já existentes no campus estão expostos ao clima e não possuem iluminação e segurança adequados, gerando um desestímulo ao uso. 



Desta forma, os projetos de paraciclos desenvolvidos pelos alunos devem respeitar as seguintes premissas: dispor de cobertura, localizar-se no Campus Centro Politécnico e possuir madeira como material da estrutura principal.

A avaliação dos projetos da disciplina foi feito em 3 etapas:

  • Avaliação pelo professor da disciplina;
  • Escolha de projetos por discentes e docentes do Centro Politécnico;
  • Avaliação de critérios sociais, econômicos, estruturais e arquitetônicos por professores externos à disciplina.
A equipe vencedora foi a equipe que conseguiu a maior pontuação na terceira etapa dentre as cinco equipes concorrentes. Neste ano, a Equipe C foi a vencedora da competição e terá seu projeto encaminhado à Superintendência de Infraestrutura da UFPR para viabilizar a execução da estrutura!

Divulgação do projeto vencedor.

Divulgação do projeto vencedor.

A colocação das demais equipes seguiu a seguinte ordem:





Agradecemos a participação de todas as equipes e a parceria do Prof. Gavassoni. Até a próxima!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Engenharia Militar, a irmã fardada da Engenharia Civil

A Engenharia Militar



A Engenharia Civil teve esse nome inicialmente em oposição ao da Engenharia Militar. Designava assim, toda a engenharia não militar. E o que, afinal, é a Engenharia Militar?

Engenharia militar é o ramo da engenharia que dá apoio às atividades de combate das forças armadas dentro do sistema MCP (Mobilidade, Contramobilidade e Proteção) construindo pontes, campos minados, estradas, etc, se encarregando da destruição dessas mesmas facilidades do inimigo e aumentando o poder defensivo por meio de construção ou melhoramento de estruturas de defesa. Além de suas missões clássicas de apoio ao combate em situação de guerra, atua em época de paz como pioneira ou colaboradora na solução de problemas de infra-estrutura do desenvolvimento nacional.

A primeira civilização a ter uma força especialmente dedicada à Engenharia Militar foi talvez a Romana. As legiões romanas tinham um corpo de engenheiros conhecidos por architecti. A Engenharia Militar Romana tornou-se proeminente entre as suas contemporâneas e a escala de certos dos seus feitos, tais como a construção de fortificações com comprimentos superiores a 60 km em apenas algumas semanas.

No Brasil 


Por concurso das escolas militares de Engenharia, como IME (Instituto Militar de Engenharia) e ITA (Instituto tecnológico da Aeronáutica. Nessas escolas, os alunos e alunas chegam com o Ensino Médio concluído e se formam em Engenharia;
Por concurso das forças armadas para o Curso de Formação de Engenheiros Militares da Ativa (CA/CFRm). Para engressar nesse curso, os inscritos no concurso devem ser engenheiros formados.

A Engenharia Militar tem seus cursos desenvolvidos de forma semelhante à Civil. Porém, diferente de sua prima "paisana", os cursos militares tem uma carga horária bem mais extensa, prezando pela formação igualmente aprofundada em todas as áreas, com pouco espaço para especializações.

Atualmente, é possível fazer parte da Engenharia militar por dois métodos:

  • Por conta da carga horária puxada, os cursos de Engenharia Militar fornecem, desde o primeiro ano, uma bolsa de estudos para que não desviem a atenção do curso, com dedicação integral.

  • Para o exercício da Engenharia Militar, não basta apenas ter os conhecimentos técnicos da área de engenharia, mas também deverá ter diversos conhecimentos teóricos e também práticos para que se tornar além de engenheiro, um militar. Este conhecimento é passado tanto durante a graduação nas escolas militares quanto no Curso de Formação de Engenheiros Militares da Ativa.

Aulas técnicas para aprender a atirar, manusear uma arma, aprender sobre o militarismo, ter a postura militar, aulas de educação física e muitas outras estão inclusas no pacote para quem deseja se tornar um Engenheiro do exército.





Dessa forma, este profissional não somente será responsável por conter as competências técnicas, mas como também poderá desempenhar as funções essenciais que se diz respeito a segurança e também ao desenvolvimento nacional, podendo inclusive trabalhar em pesquisas futuras e desenvolvimento de novas armas, equipamentos e tecnologias de ponta.

Porém, por se tratar de uma carreira militar, além de todo o preparo técnico necessário da engenharia, o profissional também irá ter uma carreira que requer muita disciplina física. Portanto, durante a sua formação dentro do militarismo, o treinamento será bem mais intenso, contando com corridas em pelotões, futebol, treinamento anaeróbico (musculação) e muitas outras atividades que fazem parte de todas as manhãs dos estudantes que estão aderindo a profissão, antes mesmo do horário da sala de aula para aprender os conceitos necessários.


Se interessou em seguir a carreira militar?

Vamos deixar alguns links que podem ser interessantes:

  1. http://www.ime.eb.br/
  2. http://www.ime.eb.br/component/content/article.html?id=270
  3. http://www.ita.br/
  4. https://eloconcursos.com.br/noticias/area-administrativa/concurso-da-aeronautica-2015-vagas-para-cargos-de-nivel-superior-232.html
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

XXX ANPET

Entre os dias 16 e 18 de novembro de 2016 ocorreu o XXX Congresso de Pesquisa e Ensino em Transporte, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), organizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transporte (ANPET). A ANPET é uma instituição sem fins lucrativos, criado com o objetivo de se tornar um fórum especializado em discutir a área de transportes no Brasil. Sua missão é a geração e difusão do conhecimento no setor de transportes, para aperfeiçoar a produção técnico-científica, qualificar o ensino e a pesquisa e fomentar a transferência de tecnologia.





A abertura do congresso contou com uma palestra sobre a nova rede de transporte estrutural da cidade do Rio de Janeiro e o legado olímpico no sistema de transportes e seu impacto na mobilidade da cidade, ministrada pelo Secretário Municipal de Transportes Alexandre Sansão. A programação foi bem ampla, sendo que pelas manhãs tiveram palestras e cursos, os quais abordaram o sistema BRT, custo de deslocamento, mobilidade sustentável, inovações em infraestrutura ferroviária, planos de mobilidade, transporte hidroviário, smartcities, entre outros. Já pelo período da tarde foram realizadas as seções técnicas com apresentações de trabalho, onde os principais temas foram logística, modelos e técnicas de planejamento de transportes, infraestrutura, tráfego urbano e rodoviário, gestão de transportes, planejamento territorial e aspectos sociais, econômicos, ambientais e políticos de transportes. 




O evento contou com a presença de duas petianas, Maria Clara Suguinoshita e Stephanie K. Silva Zau, da aluna do quinto ano Bruna Buher e do Professor do Departamento de Transportes Jorge Tiago Bastos. As alunas Stephanie e Bruna apresentaram os trabalhos "Estimativa de metas redução do número de mortes no trânsito no Brasil" e "Uma retrospectiva acerca do desempenho brasileiro no contexto da década mundial de ações para segurança viária", respectivamente. A participação em eventos é sempre engrandecedora, pois permite se aprofundar em alguns temas, desenvolver oratória, conhecer pessoas de outras regiões e criar contatos futuros. 




Caso queira saber mais sobre a ANPET e sobre o evento, acesse os links abaixo.

XXX ANPET: http://www.anpet.org.br/xxxanpet/site/
ANPET: http://www.anpet.org.br/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Você fez faculdade, mas o mercado exige experiência. Por onde começar?

Com o advento da contemporaneidade, o mercado passou a exigir uma formação mais completa e experiente e isso aborda um desenvolvimento além da formação acadêmica, singularmente. O texto a seguir é uma pequena reflexão. Você se contrataria?

Com certeza pensou na resposta "sim" e psicologicamente elaborou uma série de qualidades que julga pertencerem à você. Mas e seus defeitos? Ou pontos em que ainda precisa trabalhar e desenvolver?

Pecamos em alguns pontos que muitas vezes nem percebemos, ou julgamos não "ter importância". O ideal seria que nosso cérebro nos enviasse um feedback semanal a respeito do nosso desempenho, nossas forças, fraquezas e progressos. Mas uma vez que isso não acontece, vou te ajudar com uma pequena auto reflexão.

Quantas vezes já se atrasou para algum compromisso, desde uma saída com amigos até uma importante reunião?
Atrasos são normais e até previsíveis, vivemos em uma sociedade inconstante em que nossa pontualidade muitas vezes depende diretamente de fatores externos. Mas você sabe lidar com isso? Existe uma margem aceitável de atrasos e se você constantemente manda aquela mensagem "Vou chegar 15 minutinhos atrasado" e isso já está em seu habitual, mude. O mercado exige pontualidade quanto aos seus compromissos e flexibilidade, isso quer dizer, seja organizado pessoalmente e assim pontualidade será apenas uma consequência de um bom planejamento. 

Você corre atrás de mudanças ou vive no inconformismo?
Com certeza diversas vezes em seu cotidiano você se depara com situações incômodas, desde problemas pequenos até os complexamente "indiscutíveis" mas e o que você faz? Procura entender as causas do problema e uma possível solução ou reclama? É preciso ser um profissional que não se contente com o básico e o esperado. É importante ser uma pessoa que se renove sempre, superando expectativas em ideias e soluções. 

Você é o líder ou o chefe de grupos?
Muitas vezes fala-se em liderança. Mas você sabe o que isso significa? Existe uma diferença entre ser o chefe e o líder de uma pessoa ou grupo de pessoas. Liderança não necessariamente consolida-se sobre um patamar superior diante outros, como uma chefia. "Inspire-se para depois inspirar", o líder deve conduzir seu grupo rumo ao objetivo comum, sempre incentivando e guiando seus colegas de modo que o objetivo final seja uma consequência e que durante todo processo, muito se aprenda e desenvolva. Um líder, com uma visão panorâmica da situação, gerencia seu grupo de modo a obter o melhor desempenho. 

Você é pró-ativo ou solícito?
Imagine a seguinte situação: Seu chefe está estressado em uma semana cheia e pede à sua equipe "Alguém pode finalizar este documento para ser entregue hoje?" e logo você se propõe a terminar. Isso não é ser pró-ativo, você apenas se voluntariou em um momento em que todos, inclusive você, foram requisitados e que, de qualquer maneira, alguém teria que finalizar o documento. Pró-atividade seria você ter tido uma percepção da sobrecarga de seu chefe e ter se voluntariado para auxiliá-lo independente de seu pedido. Profissionais pró-ativos são raros e isso envolve diretamente a empatia individual quanto ao seu colega ou grupo. 

Senso crítico ou senso comum? 
Em que você se fundamenta para opinar a respeito de algo? Como descreveu Platão em "O mito da caverna", pessoas tendem a estar acorrentadas na caverna onde apenas tem-se o senso comum. O senso crítico seria a "liberdade", o modo de interpretar situações de maneira racional e isso é diretamente ligado a fatores fenotípicos da sociedade em que nos encontramos. É importante que o indivíduo consolide seus argumentos e não apenas "copie respostas", sempre apresentando sua opinião de forma clara e embasada. 

As pessoas gostam de ficar ao seu lado? Você gostaria de trabalhar com você mesmo?
É importante salientar a importância de uma boa relação interpessoal para manter a saúde mental. Saber se seu colega de trabalho está bem e tentar ajudá-lo é essencial. Quando estar em um ambiente de trabalho te faz relaxar, te faz enxergar seus colegas como amigos, o trabalho tende a progredir. Então trabalhe e melhore sua variação de humor e além disso, tente transmitir sua melhor energia e contagie!

Afinal, você realmente se contrataria?
Não se contente apenas em ter um bom rendimento acadêmico, ou falar 15 línguas diferentes. Não existe profissional perfeito, existem profissionais que dão o melhor de si em cada situação, sempre em constante progresso. Exceda seus limites e, primeiramente, se convença que você contrataria alguém com as mesmas características que as suas e por fim, mostre ao mercado seu real valor. Boa sorte, futuro engenheiro!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Afinal, qual a diferença entre Engenharia Civil e Arquitetura?


Afinal, qual a diferença entre Engenharia Civil e Arquitetura?


Essa é uma dúvida extremamente comum. Ambas as profissões trabalham com projetos de obras e ambas estão ligadas às ciências exatas, logo, devem ser extremamente parecidas, não?


Em partes.

Sim, essas duas áreas atuam no setor da construção civil, e ambas fazem uso de ferramentas provenientes da matemática e da física, mas os objetivos de cada um são bastante diferentes. Arquitetura e Urbanismo visa, parafraseando o arquiteto Lúcio Costa, construções concebidas com o propósito de ordenar e organizar o espaço com uma finalidade específica e intenções plásticas, ou seja, assemelha-se assim a uma arte. Já a Engenharia Civil tem por objetivo aplicar o conhecimento científico e técnico para projetar, construir e manter a manutenção de todos os tipos de infraestrutura necessários ao bem estar e ao desenvolvimento da sociedade, além da preservação do ambiente natural.


As Atribuições Formais e as Capacitações Técnicas

A Engenharia Civil é regulamentada pelo sistema CONFEA/CREA (ver glossário), que define o engenheiro civil como sendo capacitado principalmente nas áres de Construção Civil, Estruturas, Topografia, Geotecnia, Hidrotecnia, Saneamento, Transportes, entre outras. 

A área de Arquitetura e Urbanismo é regulamentada pelo CAU, criado em 2011 quando se separou do CONFEA/CREA. Atribui aos seus profissionais trabalhar com Projetos de Arquitetura e Urbanismo, Arquitetura de Interiores, Arquitetura Paisagística, Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico, Planejamento Urbano e Conforto Ambiental, para citar alguns.

Definidas as diferenças de atribuições, não parece que há espaço para muita discordância entre elas, não é mesmo? Infelizmente não é esse o caso, afinal...


... Quem Pode Ser Responsável Por Projetos Arquitetônicos?     

Desde a criação do CONFEA/CREA, as atribuições do Engenheiro Civil definiam o profissional como capacitado em realizar projetos de edificações, vide lei nº 5.194/66, sem especificar se esse projeto é estrutural ou arquitetônico - ou ambos.

Porém, em 2013 foi decretado pelo CAU a resolução Nº51, que definia como atividades exclusivas do arquiteto e urbanista regulamentado a elaboração de qualquer tipo de projeto arquitetônico, o que afeta vários engenheiros civis e designers de interiores. A resposta inicial gerou um intenso conflito entre os Conselhos, pois ambos tentaram defender a atuação dos seus profissionais.

O argumento do CAU é que apenas os Arquitetos e Urbanistas estudam de maneira aprofundada projetos arquitetônicos, logo apenas eles deveriam realizar essas atividades pois realizá-las sem conhecimento técnico suficiente é prejudicial ao cliente. O CONFEA/CREA iniciou ação legal, alegando que os engenheiros civis têm em suas grades curriculares projetos arquitetônicos e ferramentas de desenho técnico, e sempre desempenharam estes projetos. 

O impasse continua sem ser resolvido, mas a resolução foi aceita na maior parte dos estados, enquanto alguns conselhos regionais de engenharia conseguiram garantir para os seus profissionais o direito de exercer projetos de arquitetura. No momento, os engenheiros civis do estado do Paraná podem assinar estes projetos, mas isso varia de acordo com o estado.

















Nota do Autor

Vale relembrar que ambas as profissões tem enfoques diferentes e complementares, não opostos. O Arquiteto e Urbanista tem, além de sua capacitação técnica, a capacidade de olhar pelo ponto de vista humanístico o projeto de uma obra. A Arquitetura é uma arte que precisa de muito estudo para ser compreendida, pois sua atuação afeta diretamente o bem-estar das pessoas.

 Por sua vez, a Engenharia Civil tem como responsabilidade fundamental utilizar de todo o seu conhecimento técnico-científico para garantir que tudo seja feito da maneira o mais eficiente o possível. Ou seja, o olhar de um engenheiro tende a ser mais lógico. Casando ambas as proficiências, tem-se a situação ideal, nunca através na exclusão de uma ou outra.


GLOSSÁRIO:

-CONFEA: Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, anteriormente Conselho Federal de Engenharia, Agronomia e Arquitetura;

-CREA: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia;

-CAU: Conselho de Arquitetura e Urbanismo;
sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Moral, ética e Engenharia


Nos últimos meses tem crescido a discussão de como programar máquinas e sistemas para tomar decisões morais. O debate vem sendo impulsionado pelo desenvolvimento dos carros autônomos: como programá-los? Como reagir em situações em que evitar o acidente não é uma opção? O MIT (Massachusetts Institute of Technology) criou uma plataforma de pesquisa em que você pode ajudar os engenheiros a decidir qual será a programação desses sistemas, expondo o internauta a possíveis cenários de decisão, como escolher entre o carro atropelar um grupo de pessoas, ou desviar e bater em uma barreira, matando todos os passageiros. O teste, além de nos dar uma real dimensão da dificuldade que é fazer uma escolha como essa, nos mostra quais valores ou qualidades consideramos mais valiosos em uma pessoa. Você pode participar da pequisa no link: http://moralmachine.mit.edu/.
Exemplo do teste realizado pelo MIT

A Mercedes Benz já tomou essa decisão. Eles declararam que vão prezar pela segurança dos passageiros do veículo, em todas as situações! A empresa afirmou que não se pode garantir a segurança dos pedestres com efeitos secundários ao acidente. Por exemplo, o carro pode desviar, bater em um poste, mas volta para a pista e atinge os pedestres da mesma forma. Porém, eles afirmam também que o trabalho dos engenheiros é justamente fazer com que essas situações não venham a acontecer. É claro que para todas essas situações não existe uma resposta "certa", mas é inegável que é uma decisão que exige responsabilidade
Mas qual tem sido a responsabilidade e o senso de ética dos Engenheiros da nossa área, a Engenharia Civil? No dia 5 de novembro de 2016 fez um ano desde que ocorreu o acidente causado pelo rompimento da barragem da SAMARCO. De lá para cá pouca coisa mudou, a empresa continua recebendo notificações e buscando tomar as "medidas cabíveis". Como se não fosse suficiente, em um recente levantamento realizado pelo Ministério Público Federal acusou que mais de 50% das barragens de mineração estudadas tem o potencial de provocar danos maiores ou iguais aos provocados no rompimento. Basicamente, o desastre não foi o suficiente para que medidas mais rigorosas sejam tomadas em relação a segurança dessas barragens.
Consequências do desastre da barragem da SAMARCO
O exemplo ilustra bem a negligência dos profissionais responsáveis. Mas esses casos de falta de responsabilidade e bom senso são bem mais comuns do que é divulgado. O profissional que assina um projeto não executado por ele, sem ao mínimo revisar o mesmo é uma manifestação clara dessa patologia dentro da formação do engenheiro civil.
Nessas horas é um tanto quanto inevitável olhar para a Universidade, afinal, de lá que saem os engenheiros. Durante nossa formação são poucas as oportunidades que temos de entender e explorar a responsabilidade social e ambiental do engenheiro civil. Nas grades curriculares são raras as aparições de matérias que abordem tais temas, e quando aparecem  são mal estruturadas e negligenciadas. Uma vez que o processo de atualização curricular é bastante lento e burocrático, uma das medidas que podemos tomar de forma mais imediata é fomentar discussões envolvendo temas como a responsabilidade social e ambiental do engenheiro. Grupos PET e Centros Acadêmicos são entidades que podem (e devem) puxar esses debates, buscando agregar essa reflexão na formação dos estudantes, preparando melhor os futuros engenheiros e engenheiras.
E na sua instituição, como o tema é tratado? Quem sabe essa seja uma boa hora de puxar essas discussões!

Referências:

http://www.businessinsider.com.au/mercedes-benz-self-driving-cars-programmed-save-driver-2016-10

http://istoe.com.br/mpf-aponta-risco-na-maioria-das-barragens-no-pais/


http://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2016/11/epoca-negocios-1-ano-depois-de-mariana-onu-diz-que-acoes-sao-insuficientes.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Próximos eventos de Engenharia Geotécnica

Você já conferiu nossa matéria sobre o COBRAMSEG 2016? Ficou curioso sobre mais eventos científicos da geotecnia nacional? O PET Engenharia Civil preparou um breve calendário com algumas informações importantes sobre os próximos eventos que ocorrerão. Confira abaixo!




Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encostas (COBRAE 2017)

Página: clique aqui




Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos (COBRAMSEG 2018)




XI Simpósio de Prática de Engenharia Geotécnica da Região Sul (GEOSUL 2017)




Second Pan-American Conference on Unsaturated Soils (PanAm-UNSAT 2017)

Página: clique aqui




4º Congresso Brasileiro de Túneis e Estruturas Subterrâneas (CBT 2017)

Página: clique aqui




Participe! Eventos científicos são uma ótima oportunidade para você divulgar seu trabalho, aprender com outros profissionais e trocar experiências!
quinta-feira, 17 de novembro de 2016

VI Competição de Pontes de Papel

Aconteceu, no dia 11 de novembro, o evento de rompimento da VI Competição de Pontes de Papel. Contando com a participação de 11 equipes - de um total de 23 pré-inscritas - e o envolvimento de 4 Universidades diferentes, os modelos reduzidos foram submetidos a um carregamento centrado afim de testar o limite de ruptura da estrutura.

Alguns dos participantes e organizadores da 6ª edição da CPP. 
Foto: organização.

As regras da competição são relativamente simples: a equipe deve elaborar um projeto de ponte treliçada que atenda aos requisitos geométricos propostos no edital. Baseando-se no projeto, a equipe então confecciona um modelo reduzido da ponte, em escala, usando como materiais de construção apenas papel e cola.

Os critérios aos quais o projeto e o modelo de cada equipe foram submetidos envolveram a eficiência estrutural, a acurácia do memorial de cálculo - idealmente, as estruturas deveriam resistir a uma carga de 20kgf e, quanto menos papel fosse usado para resistir a essa carga, melhor - e a estética do projeto. Ao final, a composição da nota poderia sofrer pequenas alterações conforme algumas penalidades previstas em edital.

Ponte sendo submetida ao carregamento centrado durante o rompimento.
Foto: organização.

O evento que marcou a última e conclusiva etapa da competição foi realizado no auditório do CESEC, no câmpus Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná, e  teve seu início às 11h30min. Com a participação de todas as equipes inscritas, da organização do evento, da imprensa (confira a matéria veiculada pela UFPR TV) e de cerca de 100 espectadores, foram rompidas 10 das 11 estruturas de papel. Ainda, esta edição da competição contou com o patrocínio da empresa de capacitação Have It, da Editora Cengage e do Diretório Acadêmico de Engenharia do Paraná (DAEP). A premiação das equipes aconteceu no mesmo dia do rompimento, às 15h30, após o processo de pós-avaliação das estruturas. 

Integrantes da equipe "Os Ponteiros" e a ponte vencedora.
Foto: organização.

 O PET Civil UFPR parabeniza a "OS PONTEIROS", equipe vencedora da 6ª edição da Competição de Pontes de Papel. Confira abaixo a tabela de classificação completa:





quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Desafio de Taludes é destaque em revista

O Desafio de Taludes foi um projeto realizado em 2016 pelo PET Engenharia Civil da UFPR em parceria com o Grupo de Estudos em Geotecnia (GEGEO). O projeto teve o patrocínio da Maccaferri, da Fugro In Situ, Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica e dos Institutos LACTEC.


O rompimento dos modelos reduzidos de taludes estabilizados com a técnica de terra armada foi realizada no dia 12 de agosto deste ano e teve a cobertura da revista Fundações e Obras Geotécnicas. A revista Fundações e Obras Geotécnicas é uma publicação técnica mensal, que traz informações sobre mecânica dos solos (fundações, geotecnia, entre outros) aos profissionais de engenharia civil, estudantes e pesquisadores. As empresas que publicam na revista Fundações e Obras Geotécnicas atingem leitores que estão envolvidos em um segmento muito especializado que enxergam este canal de comunicação como um meio de obter informação e atualização tecnológica. A publicação é a única na América Latina a ter o tema “Fundações e Geotecnia” como enfoque. Além disso esse periódico é avaliado pela QUALIS, conjunto de procedimentos utilizados pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e encontra-se atualmente com classificação B4.

Capa da edição nº 73 da Fundações e Obras Geotécnicas.

A edição nº 73 (outubro de 2016) da revista da Editora Rudder trouxe como reportagem de capa o Primeiro Desafio de Taludes realizado na UFPR. Em uma reportagem de 8 páginas, a autora abrangeu todo o processo de organização do projeto e, especialmente, o dia do rompimento dos taludes.

Parte da reportagem sobre o Desafio de Taludes.

Parte da reportagem sobre o Desafio de Taludes.

Agradecemos à revista pela divulgação do evento. Isso engrandece nosso trabalho na UFPR! Em breve a edição da Fundações e Obras Geotécnicas vai estar disponível online e gratuita no link abaixo. Não deixe de conferir!