sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

XXX ANPET

Entre os dias 16 e 18 de novembro de 2016 ocorreu o XXX Congresso de Pesquisa e Ensino em Transporte, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), organizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transporte (ANPET). A ANPET é uma instituição sem fins lucrativos, criado com o objetivo de se tornar um fórum especializado em discutir a área de transportes no Brasil. Sua missão é a geração e difusão do conhecimento no setor de transportes, para aperfeiçoar a produção técnico-científica, qualificar o ensino e a pesquisa e fomentar a transferência de tecnologia.





A abertura do congresso contou com uma palestra sobre a nova rede de transporte estrutural da cidade do Rio de Janeiro e o legado olímpico no sistema de transportes e seu impacto na mobilidade da cidade, ministrada pelo Secretário Municipal de Transportes Alexandre Sansão. A programação foi bem ampla, sendo que pelas manhãs tiveram palestras e cursos, os quais abordaram o sistema BRT, custo de deslocamento, mobilidade sustentável, inovações em infraestrutura ferroviária, planos de mobilidade, transporte hidroviário, smartcities, entre outros. Já pelo período da tarde foram realizadas as seções técnicas com apresentações de trabalho, onde os principais temas foram logística, modelos e técnicas de planejamento de transportes, infraestrutura, tráfego urbano e rodoviário, gestão de transportes, planejamento territorial e aspectos sociais, econômicos, ambientais e políticos de transportes. 




O evento contou com a presença de duas petianas, Maria Clara Suguinoshita e Stephanie K. Silva Zau, da aluna do quinto ano Bruna Buher e do Professor do Departamento de Transportes Jorge Tiago Bastos. As alunas Stephanie e Bruna apresentaram os trabalhos "Estimativa de metas redução do número de mortes no trânsito no Brasil" e "Uma retrospectiva acerca do desempenho brasileiro no contexto da década mundial de ações para segurança viária", respectivamente. A participação em eventos é sempre engrandecedora, pois permite se aprofundar em alguns temas, desenvolver oratória, conhecer pessoas de outras regiões e criar contatos futuros. 




Caso queira saber mais sobre a ANPET e sobre o evento, acesse os links abaixo.

XXX ANPET: http://www.anpet.org.br/xxxanpet/site/
ANPET: http://www.anpet.org.br/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Você fez faculdade, mas o mercado exige experiência. Por onde começar?

Com o advento da contemporaneidade, o mercado passou a exigir uma formação mais completa e experiente e isso aborda um desenvolvimento além da formação acadêmica, singularmente. O texto a seguir é uma pequena reflexão. Você se contrataria?

Com certeza pensou na resposta "sim" e psicologicamente elaborou uma série de qualidades que julga pertencerem à você. Mas e seus defeitos? Ou pontos em que ainda precisa trabalhar e desenvolver?

Pecamos em alguns pontos que muitas vezes nem percebemos, ou julgamos não "ter importância". O ideal seria que nosso cérebro nos enviasse um feedback semanal a respeito do nosso desempenho, nossas forças, fraquezas e progressos. Mas uma vez que isso não acontece, vou te ajudar com uma pequena auto reflexão.

Quantas vezes já se atrasou para algum compromisso, desde uma saída com amigos até uma importante reunião?
Atrasos são normais e até previsíveis, vivemos em uma sociedade inconstante em que nossa pontualidade muitas vezes depende diretamente de fatores externos. Mas você sabe lidar com isso? Existe uma margem aceitável de atrasos e se você constantemente manda aquela mensagem "Vou chegar 15 minutinhos atrasado" e isso já está em seu habitual, mude. O mercado exige pontualidade quanto aos seus compromissos e flexibilidade, isso quer dizer, seja organizado pessoalmente e assim pontualidade será apenas uma consequência de um bom planejamento. 

Você corre atrás de mudanças ou vive no inconformismo?
Com certeza diversas vezes em seu cotidiano você se depara com situações incômodas, desde problemas pequenos até os complexamente "indiscutíveis" mas e o que você faz? Procura entender as causas do problema e uma possível solução ou reclama? É preciso ser um profissional que não se contente com o básico e o esperado. É importante ser uma pessoa que se renove sempre, superando expectativas em ideias e soluções. 

Você é o líder ou o chefe de grupos?
Muitas vezes fala-se em liderança. Mas você sabe o que isso significa? Existe uma diferença entre ser o chefe e o líder de uma pessoa ou grupo de pessoas. Liderança não necessariamente consolida-se sobre um patamar superior diante outros, como uma chefia. "Inspire-se para depois inspirar", o líder deve conduzir seu grupo rumo ao objetivo comum, sempre incentivando e guiando seus colegas de modo que o objetivo final seja uma consequência e que durante todo processo, muito se aprenda e desenvolva. Um líder, com uma visão panorâmica da situação, gerencia seu grupo de modo a obter o melhor desempenho. 

Você é pró-ativo ou solícito?
Imagine a seguinte situação: Seu chefe está estressado em uma semana cheia e pede à sua equipe "Alguém pode finalizar este documento para ser entregue hoje?" e logo você se propõe a terminar. Isso não é ser pró-ativo, você apenas se voluntariou em um momento em que todos, inclusive você, foram requisitados e que, de qualquer maneira, alguém teria que finalizar o documento. Pró-atividade seria você ter tido uma percepção da sobrecarga de seu chefe e ter se voluntariado para auxiliá-lo independente de seu pedido. Profissionais pró-ativos são raros e isso envolve diretamente a empatia individual quanto ao seu colega ou grupo. 

Senso crítico ou senso comum? 
Em que você se fundamenta para opinar a respeito de algo? Como descreveu Platão em "O mito da caverna", pessoas tendem a estar acorrentadas na caverna onde apenas tem-se o senso comum. O senso crítico seria a "liberdade", o modo de interpretar situações de maneira racional e isso é diretamente ligado a fatores fenotípicos da sociedade em que nos encontramos. É importante que o indivíduo consolide seus argumentos e não apenas "copie respostas", sempre apresentando sua opinião de forma clara e embasada. 

As pessoas gostam de ficar ao seu lado? Você gostaria de trabalhar com você mesmo?
É importante salientar a importância de uma boa relação interpessoal para manter a saúde mental. Saber se seu colega de trabalho está bem e tentar ajudá-lo é essencial. Quando estar em um ambiente de trabalho te faz relaxar, te faz enxergar seus colegas como amigos, o trabalho tende a progredir. Então trabalhe e melhore sua variação de humor e além disso, tente transmitir sua melhor energia e contagie!

Afinal, você realmente se contrataria?
Não se contente apenas em ter um bom rendimento acadêmico, ou falar 15 línguas diferentes. Não existe profissional perfeito, existem profissionais que dão o melhor de si em cada situação, sempre em constante progresso. Exceda seus limites e, primeiramente, se convença que você contrataria alguém com as mesmas características que as suas e por fim, mostre ao mercado seu real valor. Boa sorte, futuro engenheiro!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Afinal, qual a diferença entre Engenharia Civil e Arquitetura?


Afinal, qual a diferença entre Engenharia Civil e Arquitetura?


Essa é uma dúvida extremamente comum. Ambas as profissões trabalham com projetos de obras e ambas estão ligadas às ciências exatas, logo, devem ser extremamente parecidas, não?


Em partes.

Sim, essas duas áreas atuam no setor da construção civil, e ambas fazem uso de ferramentas provenientes da matemática e da física, mas os objetivos de cada um são bastante diferentes. Arquitetura e Urbanismo visa, parafraseando o arquiteto Lúcio Costa, construções concebidas com o propósito de ordenar e organizar o espaço com uma finalidade específica e intenções plásticas, ou seja, assemelha-se assim a uma arte. Já a Engenharia Civil tem por objetivo aplicar o conhecimento científico e técnico para projetar, construir e manter a manutenção de todos os tipos de infraestrutura necessários ao bem estar e ao desenvolvimento da sociedade, além da preservação do ambiente natural.


As Atribuições Formais e as Capacitações Técnicas

A Engenharia Civil é regulamentada pelo sistema CONFEA/CREA (ver glossário), que define o engenheiro civil como sendo capacitado principalmente nas áres de Construção Civil, Estruturas, Topografia, Geotecnia, Hidrotecnia, Saneamento, Transportes, entre outras. 

A área de Arquitetura e Urbanismo é regulamentada pelo CAU, criado em 2011 quando se separou do CONFEA/CREA. Atribui aos seus profissionais trabalhar com Projetos de Arquitetura e Urbanismo, Arquitetura de Interiores, Arquitetura Paisagística, Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico, Planejamento Urbano e Conforto Ambiental, para citar alguns.

Definidas as diferenças de atribuições, não parece que há espaço para muita discordância entre elas, não é mesmo? Infelizmente não é esse o caso, afinal...


... Quem Pode Ser Responsável Por Projetos Arquitetônicos?     

Desde a criação do CONFEA/CREA, as atribuições do Engenheiro Civil definiam o profissional como capacitado em realizar projetos de edificações, vide lei nº 5.194/66, sem especificar se esse projeto é estrutural ou arquitetônico - ou ambos.

Porém, em 2013 foi decretado pelo CAU a resolução Nº51, que definia como atividades exclusivas do arquiteto e urbanista regulamentado a elaboração de qualquer tipo de projeto arquitetônico, o que afeta vários engenheiros civis e designers de interiores. A resposta inicial gerou um intenso conflito entre os Conselhos, pois ambos tentaram defender a atuação dos seus profissionais.

O argumento do CAU é que apenas os Arquitetos e Urbanistas estudam de maneira aprofundada projetos arquitetônicos, logo apenas eles deveriam realizar essas atividades pois realizá-las sem conhecimento técnico suficiente é prejudicial ao cliente. O CONFEA/CREA iniciou ação legal, alegando que os engenheiros civis têm em suas grades curriculares projetos arquitetônicos e ferramentas de desenho técnico, e sempre desempenharam estes projetos. 

O impasse continua sem ser resolvido, mas a resolução foi aceita na maior parte dos estados, enquanto alguns conselhos regionais de engenharia conseguiram garantir para os seus profissionais o direito de exercer projetos de arquitetura. No momento, os engenheiros civis do estado do Paraná podem assinar estes projetos, mas isso varia de acordo com o estado.

















Nota do Autor

Vale relembrar que ambas as profissões tem enfoques diferentes e complementares, não opostos. O Arquiteto e Urbanista tem, além de sua capacitação técnica, a capacidade de olhar pelo ponto de vista humanístico o projeto de uma obra. A Arquitetura é uma arte que precisa de muito estudo para ser compreendida, pois sua atuação afeta diretamente o bem-estar das pessoas.

 Por sua vez, a Engenharia Civil tem como responsabilidade fundamental utilizar de todo o seu conhecimento técnico-científico para garantir que tudo seja feito da maneira o mais eficiente o possível. Ou seja, o olhar de um engenheiro tende a ser mais lógico. Casando ambas as proficiências, tem-se a situação ideal, nunca através na exclusão de uma ou outra.


GLOSSÁRIO:

-CONFEA: Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, anteriormente Conselho Federal de Engenharia, Agronomia e Arquitetura;

-CREA: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia;

-CAU: Conselho de Arquitetura e Urbanismo;
sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Moral, ética e Engenharia


Nos últimos meses tem crescido a discussão de como programar máquinas e sistemas para tomar decisões morais. O debate vem sendo impulsionado pelo desenvolvimento dos carros autônomos: como programá-los? Como reagir em situações em que evitar o acidente não é uma opção? O MIT (Massachusetts Institute of Technology) criou uma plataforma de pesquisa em que você pode ajudar os engenheiros a decidir qual será a programação desses sistemas, expondo o internauta a possíveis cenários de decisão, como escolher entre o carro atropelar um grupo de pessoas, ou desviar e bater em uma barreira, matando todos os passageiros. O teste, além de nos dar uma real dimensão da dificuldade que é fazer uma escolha como essa, nos mostra quais valores ou qualidades consideramos mais valiosos em uma pessoa. Você pode participar da pequisa no link: http://moralmachine.mit.edu/.
Exemplo do teste realizado pelo MIT

A Mercedes Benz já tomou essa decisão. Eles declararam que vão prezar pela segurança dos passageiros do veículo, em todas as situações! A empresa afirmou que não se pode garantir a segurança dos pedestres com efeitos secundários ao acidente. Por exemplo, o carro pode desviar, bater em um poste, mas volta para a pista e atinge os pedestres da mesma forma. Porém, eles afirmam também que o trabalho dos engenheiros é justamente fazer com que essas situações não venham a acontecer. É claro que para todas essas situações não existe uma resposta "certa", mas é inegável que é uma decisão que exige responsabilidade
Mas qual tem sido a responsabilidade e o senso de ética dos Engenheiros da nossa área, a Engenharia Civil? No dia 5 de novembro de 2016 fez um ano desde que ocorreu o acidente causado pelo rompimento da barragem da SAMARCO. De lá para cá pouca coisa mudou, a empresa continua recebendo notificações e buscando tomar as "medidas cabíveis". Como se não fosse suficiente, em um recente levantamento realizado pelo Ministério Público Federal acusou que mais de 50% das barragens de mineração estudadas tem o potencial de provocar danos maiores ou iguais aos provocados no rompimento. Basicamente, o desastre não foi o suficiente para que medidas mais rigorosas sejam tomadas em relação a segurança dessas barragens.
Consequências do desastre da barragem da SAMARCO
O exemplo ilustra bem a negligência dos profissionais responsáveis. Mas esses casos de falta de responsabilidade e bom senso são bem mais comuns do que é divulgado. O profissional que assina um projeto não executado por ele, sem ao mínimo revisar o mesmo é uma manifestação clara dessa patologia dentro da formação do engenheiro civil.
Nessas horas é um tanto quanto inevitável olhar para a Universidade, afinal, de lá que saem os engenheiros. Durante nossa formação são poucas as oportunidades que temos de entender e explorar a responsabilidade social e ambiental do engenheiro civil. Nas grades curriculares são raras as aparições de matérias que abordem tais temas, e quando aparecem  são mal estruturadas e negligenciadas. Uma vez que o processo de atualização curricular é bastante lento e burocrático, uma das medidas que podemos tomar de forma mais imediata é fomentar discussões envolvendo temas como a responsabilidade social e ambiental do engenheiro. Grupos PET e Centros Acadêmicos são entidades que podem (e devem) puxar esses debates, buscando agregar essa reflexão na formação dos estudantes, preparando melhor os futuros engenheiros e engenheiras.
E na sua instituição, como o tema é tratado? Quem sabe essa seja uma boa hora de puxar essas discussões!

Referências:

http://www.businessinsider.com.au/mercedes-benz-self-driving-cars-programmed-save-driver-2016-10

http://istoe.com.br/mpf-aponta-risco-na-maioria-das-barragens-no-pais/


http://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2016/11/epoca-negocios-1-ano-depois-de-mariana-onu-diz-que-acoes-sao-insuficientes.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Próximos eventos de Engenharia Geotécnica

Você já conferiu nossa matéria sobre o COBRAMSEG 2016? Ficou curioso sobre mais eventos científicos da geotecnia nacional? O PET Engenharia Civil preparou um breve calendário com algumas informações importantes sobre os próximos eventos que ocorrerão. Confira abaixo!




Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encostas (COBRAE 2017)

Página: clique aqui




Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos (COBRAMSEG 2018)




XI Simpósio de Prática de Engenharia Geotécnica da Região Sul (GEOSUL 2017)




Second Pan-American Conference on Unsaturated Soils (PanAm-UNSAT 2017)

Página: clique aqui




4º Congresso Brasileiro de Túneis e Estruturas Subterrâneas (CBT 2017)

Página: clique aqui




Participe! Eventos científicos são uma ótima oportunidade para você divulgar seu trabalho, aprender com outros profissionais e trocar experiências!
quinta-feira, 17 de novembro de 2016

VI Competição de Pontes de Papel

Aconteceu, no dia 11 de novembro, o evento de rompimento da VI Competição de Pontes de Papel. Contando com a participação de 11 equipes - de um total de 23 pré-inscritas - e o envolvimento de 4 Universidades diferentes, os modelos reduzidos foram submetidos a um carregamento centrado afim de testar o limite de ruptura da estrutura.

Alguns dos participantes e organizadores da 6ª edição da CPP. 
Foto: organização.

As regras da competição são relativamente simples: a equipe deve elaborar um projeto de ponte treliçada que atenda aos requisitos geométricos propostos no edital. Baseando-se no projeto, a equipe então confecciona um modelo reduzido da ponte, em escala, usando como materiais de construção apenas papel e cola.

Os critérios aos quais o projeto e o modelo de cada equipe foram submetidos envolveram a eficiência estrutural, a acurácia do memorial de cálculo - idealmente, as estruturas deveriam resistir a uma carga de 20kgf e, quanto menos papel fosse usado para resistir a essa carga, melhor - e a estética do projeto. Ao final, a composição da nota poderia sofrer pequenas alterações conforme algumas penalidades previstas em edital.

Ponte sendo submetida ao carregamento centrado durante o rompimento.
Foto: organização.

O evento que marcou a última e conclusiva etapa da competição foi realizado no auditório do CESEC, no câmpus Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná, e  teve seu início às 11h30min. Com a participação de todas as equipes inscritas, da organização do evento, da imprensa (confira a matéria veiculada pela UFPR TV) e de cerca de 100 espectadores, foram rompidas 10 das 11 estruturas de papel. Ainda, esta edição da competição contou com o patrocínio da empresa de capacitação Have It, da Editora Cengage e do Diretório Acadêmico de Engenharia do Paraná (DAEP). A premiação das equipes aconteceu no mesmo dia do rompimento, às 15h30, após o processo de pós-avaliação das estruturas. 

Integrantes da equipe "Os Ponteiros" e a ponte vencedora.
Foto: organização.

 O PET Civil UFPR parabeniza a "OS PONTEIROS", equipe vencedora da 6ª edição da Competição de Pontes de Papel. Confira abaixo a tabela de classificação completa:





quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Desafio de Taludes é destaque em revista

O Desafio de Taludes foi um projeto realizado em 2016 pelo PET Engenharia Civil da UFPR em parceria com o Grupo de Estudos em Geotecnia (GEGEO). O projeto teve o patrocínio da Maccaferri, da Fugro In Situ, Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica e dos Institutos LACTEC.


O rompimento dos modelos reduzidos de taludes estabilizados com a técnica de terra armada foi realizada no dia 12 de agosto deste ano e teve a cobertura da revista Fundações e Obras Geotécnicas. A revista Fundações e Obras Geotécnicas é uma publicação técnica mensal, que traz informações sobre mecânica dos solos (fundações, geotecnia, entre outros) aos profissionais de engenharia civil, estudantes e pesquisadores. As empresas que publicam na revista Fundações e Obras Geotécnicas atingem leitores que estão envolvidos em um segmento muito especializado que enxergam este canal de comunicação como um meio de obter informação e atualização tecnológica. A publicação é a única na América Latina a ter o tema “Fundações e Geotecnia” como enfoque. Além disso esse periódico é avaliado pela QUALIS, conjunto de procedimentos utilizados pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e encontra-se atualmente com classificação B4.

Capa da edição nº 73 da Fundações e Obras Geotécnicas.

A edição nº 73 (outubro de 2016) da revista da Editora Rudder trouxe como reportagem de capa o Primeiro Desafio de Taludes realizado na UFPR. Em uma reportagem de 8 páginas, a autora abrangeu todo o processo de organização do projeto e, especialmente, o dia do rompimento dos taludes.

Parte da reportagem sobre o Desafio de Taludes.

Parte da reportagem sobre o Desafio de Taludes.

Agradecemos à revista pela divulgação do evento. Isso engrandece nosso trabalho na UFPR! Em breve a edição da Fundações e Obras Geotécnicas vai estar disponível online e gratuita no link abaixo. Não deixe de conferir!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

UFPR participa do XVIII COBRAMSEG

Realizou-se, entre os dias 19 e 22 de outubro de 2016, na cidade de Belo Horizonte - MG, a 18ª edição do Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. O COBRAMSEG deste ano reuniu também o Simpósio Brasileiro de Mecânica das Rochas (SBMR), o Shaping the Future of Geothecnical Education (SFGE) e o Simpósio Brasileiro de Engenheiros Geotécnicos Jovens (GEOJOVEM).

Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte - MG.

O evento de 2016 teve como tema principal "O Futuro sustentável do Brasil passa por Minas" e reuniu grandes profissionais, professores e estudantes de graduação e pós graduação do Brasil na discussão, troca de experiências e desenvolvimento da técnica da Engenharia Geotécnica no país. A Universidade Federal do Paraná esteve em peso no COBRAMSEG 2016. Os petianos Lucas Zorzan e Leandro Castelani, os alunos do Grupo de Estudos em Geotecnia (GEGEO), os alunos do Programa de Pós Graduação em Engenharia de Construção Civil (PPGECC) e diversos professores do nosso curso estiveram em Belo Horizonte objetivando expandir os conhecimentos na área da Geotecnia.


Grupo da UFPR no XVIII COBRAMSEG.

A programação do Congresso abrangeu diversos temas tais como Fundações, Ensaios Geotécnicos, Modelagem Numérica, Geotecnia Ambiental, Estabilidade de Encostas, Mecânica das Rochas, entre outros. As apresentações dos trabalhos desenvolvidos nos diversos locais do Brasil evidencia a importância da pesquisa no ambiente acadêmico e a sua importância para o desenvolvimento do ramo da Engenharia Civil em âmbito nacional. Os petianos Lucas e Leandro apresentaram o trabalho "Estabilização Biotécnica das Margens do Lago do Parque São Lourenço, Curitiba - PR", artigo que compõe o projeto desenvolvido sob orientação do Prof. Dr. Elvidio Gavassoni Neto.


Apresentação do artigo "Estabilização Biotécnica das Margens do Lago do Parque São Lourenço, Curitiba - PR".

O COBRAMSEG também premiou os melhores trabalhos de graduação (TCC), mestrado (dissertação) e doutorado (tese) do Brasil. Parabenizamos a mestranda Ana Paula Mikos por receber o Prêmio Fernando Emmanuel Barata de melhor TCC em Geotecnia do país. Isso demonstra a importância do nosso Programa de Pós Graduação para o crescimento da Engenharia Civil.

Foram realizadas, durante o SFGE, diversas plenárias de discussão sobre o aprimoramento do ensino da Engenharia Geotécnica em âmbito de graduação. As contribuições dadas por diversos professores demonstram a necessidade de preocupação com a aplicação de metodologias inovadoras no ensino técnico da geotecnia - um grande desafio a ser abraçado por todos.

A mestranda Ana Paula Mikos recebendo o prêmio de melhor TCC em Geotecnia do Brasil.

O PET Engenharia Civil agradece à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e ao Ministério da Educação pelas bolsas concedidas no Programa de Educação Tutorial (PET). Além disso, agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo financiamento da viagem dos petianos ao Congresso e ao Grupo de Estudos em Geotecnia pela organização do transporte aos alunos que puderam estar presentes.

Alunos da UFPR e o Prof. Vitor Pereira Faro em conversa com o Prof. Nelson Aoki, grande nome da Engenharia brasileira.

Sessão técnica de apresentação de trabalhos.

Igreja São Francisco, na Pampulha. Obra do arquiteto Oscar Niemayer.

Fique ligado! Em breve divulgaremos o calendário com alguns dos próximos eventos da Geotecnia para que você também possa participar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

SIEPE UFPR 2016

Dos dias 03 a 07 de outubro de 2016, a Universidade Federal do Paraná realizou a 8ª Semana Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão (SIEPE). A SIEPE é um evento anual que integra o Ensino, a Pesquisa e a Extensão com a finalidade de promover e estimular a interação entre docentes, estudantes de graduação, educação profissional, ensino médio e pós-graduação, servidores técnicos, servidoras técnicas e comunidade em geral.



Na SIEPE são compartilhados conhecimentos e experiências, mediante a reflexão sobre temas de diversas áreas por intermédio dos trabalhos desenvolvidos em atividades de ensino, pesquisa e extensão, orientados por docentes da UFPR atendendo ao artigo 207 da Constituição Brasileira: as universidades devem obedecer ao princípio de indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão.

Neste ano, a SIEPE reuniu o 15º Encontro das Atividades Formativas (ENAF), o 24º Evento de Iniciação Científica (EVINCI), o 9º Evento de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (EINTI) e o 15º Encontro de Extensão e Cultura (ENEC).
A escolha do tema Sentidos da Ética na Formação Acadêmica se sustenta na importância de reflexões sobre os elementos fundamentais do comportamento e da cultura de um povo com suas implicações, reafirmando a relevância da Ética em todas as ações da formação acadêmica sejam de ensino, pesquisa ou extensão.


Durante a semana da SIEPE, a Universidade concentra seus esforços na realização de atividades, encontros, palestras e apresentações de trabalhos que proporcionem aos alunos, professores e funcionários a oportunidade de vivenciar a tríade Ensino, Pesquisa e Extensão. O PET Engenharia Civil da UFPR participou da 8ª edição do evento apresentando 4 trabalhos. Foram eles:

Aplicação do Project Based Learning como metodologia de ensino na disciplina de Estruturas de Madeira do curso de Engenharia Civil da UFPR
Orientador: Prof. Dr. Elvidio Gavassoni Neto
Alunos: Marcelo Sefrin, Otávio Maruyama Wogel e Willian Martins Bueno

Estabilização Biotécnica das Margens do Lago do Parque São Lourenço - Projeto Conceitual
Orientador: Prof. Dr. Elvidio Gavassoni Neto
Aluno: Lucas Ghion Zorzan

Estabilização Biotécnica das Margens do Lago do Parque São Lourenço - Projeto Básico
Orientador: Prof. Dr. Elvidio Gavassoni Neto
Aluno; Leandro Vidal Costa Castelani

Proposição de um modelo padronizado de boletim de ocorrência de acidente de trânsito
Orientador: Prof. Dr. Jorge Tiago Bastos
Alunas: Maria Clara Suguinoshita e Stephanie Karina Silva Zau



Reforçamos a importância da participação em eventos de caráter multidisciplinar que promovam a troca de experiências. É desse modo que construiremos uma Universidade melhor, preocupada com o desenvolvimento de novas metodologias de ensino e novas tecnologias visando sempre o aprimoramento da sociedade.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Como aplicar os conhecimentos de estruturas na graduação?

Nos últimos anos, muito se tem discutido sobre o ensino da Engenharia Civil no contexto nacional. Entre essas discussões, algumas pautas importantes sobre o tema são a atualização dos métodos pedagógicos, o uso das tecnologias advindas nas últimas décadas para a prática de ensino, falta de infraestrutura para laboratórios didáticos, entre outros. Não há dúvidas que, entre esses problemas, um dos mais apontados pelos estudantes de todo o país é a falta de aplicações práticas para os conhecimentos teóricos vistos em sala de aula.

Para suprir essa necessidade, uma iniciativa de diversas instituições ou universidades no país é a prática de competições de engenharia para estudantes universitários, com a finalidade de proporcionar a aplicação dos conhecimentos de uma forma dinâmica e estimuladora, com prêmios, que, por diversas vezes, propõe o incentivo do aluno no estudo daquela área do conhecimento.

A competição de pontes, bem tradicional em diversas universidades brasileiras, é uma das principais aplicações dos conhecimentos de estruturas, adquiridos desde as aulas de mecânica geral, nos primeiros anos do curso. Na competição, os alunos dimensionam e executam pontes para suportar a uma carga de projeto pré-determinada ou para suportar a máxima carga possível, com materiais como papel, macarrão, palito de sorvete ou mesmo aço.

Em universidades como a Universidade Federal de Passo Fundo (UPF) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é comum a prática da Competição de Pontes de Espaguete, que aguentam a cargas aproximadas de 100 quilogramas. A medição da carga suportada é feita através de uma carga concentrada no vão central da ponte.
Competição de Pontes de Espaguete na Universidade Federal de Passo Fundo (UPF) 2013

Já a Competição de Pontes de Palito de Picolé, que é realizada em entidades como a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ou feiras de construção civil, também tem grande importância em competições internacionais, como no concurso ‘Maquete de Ponte com Palitos de Sorvete’, que ocorre bienalmente na Escuela Superior de Ingeniería de Bilbao, na Espanha, na qual as pontes chegam a atingir mais de 1000 kg de carga suportada, como aconteceu em 2014, quando a ponte vencedora formada por 4 mil palitos suportou uma carga de 1052 kg.

Competição de Pontes de Palito de Sorvete em Bilbao, na Espanha, em 2012

Além dessas, é realizada, ainda, uma competição de pontes de aço nos Estados Unidos, promovida pela American Society of Civil Engineers. A competição, que é a maior realizada nos Estados Unidos, consiste nas etapas de criação do design, cálculo estrutural, modelagem 3D e fabricação de peças de aço, cortando e soldando o material.

Estudantes da Universidade da Flórida competem na 2015 National Student Steel Bridge Competition

Na Universidade Federal do Paraná, o PET Engenharia Civil organiza a Competição de Pontes de Papel desde o ano de 2011. A competição, cujo objetivo é dimensionar e construir uma ponte feita apenas com papel e cola, conta com participantes de todos os anos do curso, uma vez que os conhecimentos necessários para a participação são obtidos na disciplina de Mecânica Geral II.




Construção de tubos de papel para a CPP IV, realizada no ano de 2014

Além disso, a competição ainda promove a integração entre diversas Instituições de Ensino Superior, já que outras Universidades também costumam participar da Competição, como a Universidade Positivo.



Ponte da equipe "Ponte de Safena", vencedora da 5ª edição da Competição de Pontes Papel, realizada em 2015

Esse ano, o PET Engenharia Civil UFPR está organizando a 6ª edição da Competição de Pontes de Papel e convida você a participar e aplicar seus conhecimentos em estruturas também! Ficou interessado? Acesse o nosso blog e se inscreva!