terça-feira, 5 de setembro de 2017

Discriminação de Gênero na Engenharia

 O que é discriminação?

Discriminação tem por significado ao pé da letra separar, segregar, pôr a parte.  É uma prática que se faz presente na humanidade desde seus primórdios e em alguns momentos é embasada pelas próprias leis, sendo guiada por três vertentes psicológicas: o estigma, estereótipo e o preconceito.

Dando enfoque à discriminação de gênero no mercado de trabalho, as mulheres são vítimas de tais atitudes, pois independente do posto do trabalho, recebem uma remuneração inferior à dos homens, ainda que tenham o mesmo vínculo de trabalho, trabalhem o mesmo número de horas e possuam o mesmo grau de instrução. Um outro aspecto seria a baixa quantidade do sexo feminino nos cargos de chefia, além de ser o primeiro selecionado para demissões. Mesmo com o aumento das mulheres nas profissões que ainda eram preferencialmente do gênero masculino, como as engenharias, no mercado de trabalho o diploma não é visto de maneira equivalente para homens e mulheres.


O ingresso na Universidade

Segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) o número de mulheres que ingressam no ensino superior supera o de homens, no entanto, os números despencam quando consideramos apenas os cursos relacionados a ciências e a engenharia, sendo o desiquilíbrio na engenharia maior ainda: dos 81.194 estudantes que se formaram em 2015 no país, 29,3% são do sexo feminino e 70,7%, do masculino.

A discriminação na Engenharia

Você sabia que em 2014 as mulheres representavam apenas 14% dos profissionais registrados no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea/Crea)?

Desde o dia 08 de março de 1857, o dia em que mais de 100 mulheres foram mortas por lutarem pelo reconhecimento e um tratamento decente em seus trabalhos, a luta não parou.

Por muitos anos a Engenharia foi associada à uma profissão para homens e até a virada do século XXI, a presença das mulheres na construção civil estava mais associada aos espaços de limpeza após a conclusão das obras. Esse cenário mudou ao longo dos anos, permitindo às mulheres assumirem funções que antes eram dominadas pelos homens.

A desigualdade salarial ainda é notável, por exemplo, no site da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) nota-se que a média salarial das engenheiras no Brasil é 14% menor quando comparado aos homens, por mais que a legislação brasileira proíba na Constituição Federal de 1988 a diferença salarial e a discriminação trabalhista relacionada ao sexo, idade, cor, credo ou estado civil.

Lutar para mudar

Precisamos valorizar o trabalho feito independente do gênero, valorizar o “fazer” e o esforço. É uma vontade com o intuito maior de querer provar que as mulheres podem sim exercer as mesmas profissões que os homens (e sim, nós podemos!), é uma questão de descobrir como o mundo funciona e agir em prol de melhorá-lo, uma questão de querer ser engenheira, com todas as atribuições e conhecimentos da profissão que amamos.




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

XXII Encontro Nacional de Grupos PET



Entre os dias 23 e 30 de julho de 2017 ocorreu o XXII Encontro Nacional dos Grupos PET em Brasília, DF.  O Encontro, comumente chamado de ENAPET (ou ENA, para os mais íntimos) ocorre anualmente, sendo sua sede decidida no evento anteriorDentre as diversas atividades realizadas pelos grupos PET, os eventos do programa destacam-se pela sua grande importância e poder multiplicador. Eles oferece uma enorme oportunidade de integração, compartilhamento de experiências e aprendizados interpessoais entre os grupos, além de possuir espaços deliberativos.

O evento foi sediado na Universidade de Brasília, que abriu suas portas para mais de 1000 petianos de todas as regiões do país, entre eles integrantes discentes, tutores e petianos egressos, e nós tivemos a oportunidade de estar presentes com 10 petianos! Com o tema Responsabilidade PETiana: Os incomodados é que mudam, os presentes foram desafiados a refletir sobre as ações que tomamos e como elas afetam a nossa graduação, o Programa e a conjuntura do ensino superior nacional.

Dividindo o evento entre seus momentos chave, temos:


Diálogo PETiano

Quase diariamente foram realizados espaços de diálogo entre personalidades do Programa, com o objetivo de trazer à pauta assuntos relevantes, além de histórias e aprendizados adquiridos por PETianos mais experientes. Entre os assuntos abordados estavam a conjuntura atual do ensino superior brasileiro, a influência do Programa na vida dos egressos e a trajetória da mobilização dos grupos PET (abordada em mais detalhes abaixo).



Os integrantes David e Marcelo (à esquerda) participando do Diálogo PETiano


Apresentações de Trabalhos

Parte essencial dos eventos PET é a oportunidade dos grupos divulgarem suas atividades de ensino, pesquisa e extensão para a comunidade acadêmica do Programa. O evento contou com  centenas de trabalhos submetidos na modalidade resumo expandido, e nós tivemos a honra de escrever e apresentar dois deles (que você pode conferir clicando nesse link!). Na manhã do dia 28/07, a PETiana Fernanda Goes apresentou no eixo de Responsabilidade Administrativa o trabalho sobre a ferramenta organizacional Podio.  No período da tarde, os PETianos Marcelo Sefrin e Rodrigo Otávio de Oliveira apresentaram no eixo de Responsabilidade Educativa sobre o I Festival do Minuto, realizado em 2016. Você pode saber mais sobre a plataforma Podio e sobre o I Festival do Minuto conferindo os trabalhos submetidos nesse link!





MobilizaPET

Fato pouco conhecido pela população geral, mas em 1999 o PET foi extinto por decreto do Ministério da Educação. Mesmo assim, os grupos continuaram realizando suas atividades e após um período de diversas manifestações (entre elas o PET na Praça da UFPR, projeto interPETs que deu origem a atual Feira de Cursos e Profissões), o Programa retornou protegido por Lei federal. Mesmo assim, com a conjuntura atual do ensino público brasileiro, o PET tem que sempre buscar maior visibilidade para que possamos continuar contribuindo para uma formação diferenciada e uma graduação de qualidade. Afinal, somos 842 grupos PET no país, ou seja, aproximadamente 11.000 pessoas afetadas diretamente pelo programa, e quem pode dizer quantas outras são afetadas pelas atividades desenvolvidas. 

Enfim, o MobilizaPET surgiu com a demanda por união e visibilidade, e este ano tivemos a possibilidade de mostrar nossa força diretamente na frente do Ministério da Educação! Foi uma tarde extremamente positiva e pacífica, em clima de integração e fortalecimento dos laços entre os grupo em prol de um único objetivo em comum: a elevação da qualidade da formação dos estudantes. Confira abaixo: 




Espaços Deliberativos

Como mencionado anteriormente, nos eventos PET ocorrem espaços de discussões e trabalhos sobre as pautas do Programa, suas demandas e propostas de solução. No XXII ENAPET foram três momentos: 

  • Encontro de Discentes e Tutores: Em reuniões separadas, os discentes e tutores do PET levantaram demandas que surgiram nos eventos regionais, além da elaboração de uma carta aberta à Secretaria de Educação Superior sobre a situação atual do Programa.
  • Grupos de Discussão e Trabalho: Esse ano foram organizados 18 GDTs, com os mais diversos temas relacionados ao nosso dia-a-dia, como a tríade ensino, pesquisa e extensão, nossas legislações vigentes, diversidades e atividades interPETs. Este último, inclusive, contou com dois PETianos da UFPR na mesa coordenadora! Dos grupos, então, saíram diversos encaminhamentos e sugestões, para aprovação em assembleia.
  • Assembleia Geral: Momento final de todos os eventos, a assembleia existe para a apreciação e deliberação de tudo que foi produzido nos encontros e grupos de trabalho. Após 18h de discussões, esta se encerrou deixando como produto final uma série de encaminhamentos que, nos próximos meses, podem trazer mudanças positivas ao Programa.
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Galeria de Imagens:














quarta-feira, 21 de junho de 2017

Você conhece o concreto auto-regenerativo?


Um edifício capaz de reparar suas próprias rachaduras parece loucura, mas foi o que fez o cientista holandês Hendrik Jonkers receber o prêmio de melhor inventor europeu, em 2015. Ele e sua equipe da Universidade Técnica de Delft pesquisaram e desenvolveram um material com capacidade de recuperar pequenas rachaduras e orifícios, o qual chamaram de bioconcreto.

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Hendrik Jonkers, criador do biocimento

Mas você deve estar se perguntando como isso é possível. Simples: junto com o concreto convencional são adicionadas algumas espécies de bacilos capazes sobreviver até cinco anos em esporas, sem alimento e oxigênio. As bactérias são armazenadas dentro do concreto em cápsulas biodegradáveis, e assim que essas cápsulas entram em contato com a água elas se abrem e permitem que as bactérias se alimentem do lactato de cálcio, substância presente no concreto, produzindo pedra calcária com o cálcio, oxigênio e dióxido de carbono resultantes, e consequentemente reparando o concreto. O período de recuperação é bem curto, cerca de três semanas.

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Fissura sendo regenerada 

O problema era encontrar uma bactéria forte o suficiente para aguentar o alto pH do ambiente e que pudesse passar muito tempo adormecida. A solução foi a bactéria Bacillus pseudofirmus, encontrada em lagos de alto pH da Rússia, em áreas inóspitas.

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Bactéria utilizada no biocimento

O mais interessante desse material é a combinação com a natureza, usando para benefício próprio algo que geralmente causaria grandes danos a uma estrutura de concreto convencional: a água. As infiltrações podem penetrar na estrutura e gerar grandes problemas, levando à corrosão do aço e ao comprometimento das qualidades mecânicas da estrutura.

Saiba mais sobre o concreto que está revolucionando a Engenharia: 







Fontes: 



              
quinta-feira, 8 de junho de 2017

Conheça a Ponte de Zhangjiajie, a maior ponte de vidro do mundo


 

No parque Nacional Zhangjiajie, na China, existe um cânion que possui uma beleza extraordinária e pode ser admirado e visitado por milhares de pessoas durante a semana. Entre as suas extremidades, foi construído uma ponte com piso de vidro suspensa por cabos e vigas a 300 metros do solo e com um comprimento de 430 metros. Além disso, possui uma largura de 6 metros e é formada por 99 placas de vidro que aguentam cerca de 800 pessoas por vez de acordo com Xinhua, uma agência de notícias da China.
A ponte foi projetada pelo arquiteto israelense Haim Dotan e custou mais de 3 milhões de dólares segundo a agência ANSA (Agenzia Nazionale Stampa Associata) . Ela foi inaugurada no dia 20 de agosto de 2016 e desde então, milhares de pessoas tem visitado o local todos os dias. Quem pensa que as únicas atividades possíveis de se realizar no local é a apreciação da vista e a caminhada sobre a ponte engana-se, nela também há a possibilidade de se praticar bangee-jump e tirolesa.




Como demonstração da resistência dos vidros da ponte, as autoridades responsáveis pela obra realizaram experimentos como golpes de marreta sobre uma placa de vidro, que não apresentou sérios danos, e a passagem de um automóvel carregado de passageiros sobre a ponte, onde não apresentou fissuras.



Estruturas de vidro como a ponte de Zhangjiajie, tem sido comum na China, já que vem atraindo milhares de visitantes todos os dias. Desse modo, existe uma tendência aparente de que atrações como essa continuem existindo e satisfazendo a vontade das pessoas de apreciar belas obras e vistas do cenário natural.


Referências:



quinta-feira, 25 de maio de 2017

O PET Civil na Semana Acadêmica de Engenharia Civil (SAEC) 2017



Anualmente o Diretório Acadêmico de Engenharia do Paraná organiza a Semana Acadêmica de Engenharia Civil (SAEC), na qual o curso passa por uma semana sem aulas, apenas com atividades diferentes para os alunos conhecerem e ficarem por dentro de diversas áreas da engenharia. O aluno sai da rotina universitária e tem um contato maior com o mercado de trabalho e aspectos comuns no dia a dia do engenheiro civil, assim, participando de espaços onde a troca de experiências e informações contribuem grandemente para a formação técnica e social do engenheiro civil.
Nesse ano a SAEC ocorreu entre os dias 8 e 13 de Maio, na qual o PET Civil teve sua participação ofertando os cursos de Desmodelagem Estrutural e Oratória. Os cursos foram abertos para toda comunidade acadêmica.


Desmodelagem Estrutural 

Através de métodos interativos e dinâmicos, o curso de Desmodelagem Estrutural foi ministrado pelos petianos Nathanel Montes e Gabriel Costa. Onde foram utilizados modelos estruturais de papel, kit-mola e o Ftool, dispositivos didáticos importantes para visualização das deformações nas estruturas.    
O curso foi ministrado em um dia e abordou a análise reversa do comportamento estrutural de estruturas tridimensionais, bidimensionais e unidimensionais. 

Kit Mola - Modelagem Estrutural 

Com a participação de alunos de diferentes anos da graduação, o curso também trouxe um espaço para realização de dinâmicas, assim,  possibilitando maior integração e troca de experiência por parte dos participantes.


Curso de Oratória 

O curso de Oratória foi ministrado em três dias pelo petiano Rodrigo Otávio de Oliveira e pelo petiano egresso Matheus Ferreira, onde foram abordados aspectos importantes sobre o planejamento e o comportamento para realização de uma boa  apresentação.
O primeiro dia foi introdutório, abordando conceitos importantes da oratória e trazendo informações de como se planejar e se portar para realização de uma boa apresentação. De maneira descontraída os ministrantes do curso buscaram repassar as técnicas necessárias.

1º Dia - Introdução a Oratória

O segundo dia iniciou-se com uma dinâmica sobre layout de apresentação em slides, seguido de uma abordagem sobre os diferentes tipos de apresentações e como organizá-las de acordo com suas características. Encerrou-se com uma apresentação dinâmica sobre técnica vocal.
No terceiro dia foram apresentados dicas para improvisação e técnicas para o feedback, e como no segundo dia, os alunos foram submetidos a uma dinâmica onde os alunos do curso tiveram que improvisar uma apresentação de slides recebidos na hora sem conhecimento prévio.
O desenvolvimento de uma boa oratória é muito importante para a vida acadêmica dos alunos, nesse sentido o PET Civil pode contribuir no desenvolvimento e aprimoramento desse aspecto para os estudantes.

A SAEC é um espaço muito importante para o ambiente acadêmico do curso, Alunos de diversos períodos participam e ajudam a organizar. Todos os anos o PET participa trazendo conhecimentos dinâmicos para comunidade acadêmica. Obrigado a todos que participaram!


 




quarta-feira, 17 de maio de 2017

IV CONPET Civil

Em 2016, o PET Engenharia Civil da UFPR teve a honra de sediar o III Congresso Nacional dos Grupos PET Engenharia Civil (CONPET Civil) em Curitiba. Nesse ano, com muito entusiasmo e boas expectativas (todas muito bem supridas!) nosso grupo participou do evento realizado pelo grupo PET Engenharia Civil UFC, na cidade de Fortaleza - CE.

Foto oficial do IV CONPET Civil. 

O CONPET é o evento que reúne todos grupos PET de Engenharia Civil do Brasil. A ideia do Congresso surgiu no XVIII ENAPET (Encontro Nacional dos Grupos PET), na cidade Recife - PE. Iniciativa dos discentes e docentes do Programa de Educação Tutorial, o evento objetiva fomentar a discussão entre os diferentes grupos PET a fim de compartilhar de que maneira cada um realiza suas atividades em sua Instituição de Ensino Superior.

Nesse ano, o evento ocorreu de 28 a 30 de abril de 2017 abordando o tema "Filosofia, Ação e Legado". O evento contemplou a concepção filosófica do Programa e a execução de sua tríade base: ensino, pesquisa e extensão. Com as atividades do Congresso, foi possível evidenciar e aprimorar o papel do PET como agente transformador da Universidade e do meio externo. A programação envolveu diversas palestras de cunho técnico do ramo da Engenharia Civil (estruturas, hidráulica, transportes e empreendedorismo, por exemplo) e discussões acerca do Programa e da atuação dos grupos de Engenharia Civil junto aos seus cursos.

Programação do Congresso.


A mesa de abertura contou com a participação da coordenadora do curso de Engenharia Civil da UFC e com outras autoridades representativas da Universidade, além do Prof. tutor Alexandre Bertini (UFC). O tema principal da mesa foi o grande desafio apresentado aos cursos atualmente frente às mudanças nas necessidades do mundo atual: alterações na grande curricular, mudanças no processo de ensino-aprendizagem e aprimoramento da relação da Universidade com a Sociedade. 

Em seguida, os congressistas foram distribuídos em equipes para realização da competição Estruturas Recíprocas. As Estruturas Recíprocas são um tipo de estrutura formado por grelhas tridimensionais utilizadas, principalmente, como estruturas para telhados e coberturas. A concepção das peças envolve o apoio mútuo entre cada elemento, posicionados de forma inclinada em um circuito fechado. Nessa oportunidade, os congressistas puderam desenvolver sua sensibilidade no entendimento das estruturas, em especial no que se refere à distribuição dos carregamentos pela estrutura para garantia do equilíbrio. Fique ligado no nosso blog para conhecer mais sobre esse tema em breve!

Atividade "Filosofia PET".

O debate Filosofia PET foi uma ótima oportunidade de reflexão e discussão acerca dos principais objetivos e princípios que envolvem o Programa de Educação Tutorial. Nesse espaço, foi possível discutir temas do Manual de Orientações Básicas (MOB), publicado pelo Ministério da Educação. Esse é o documento oficial que rege as boas práticas e orientações para todos os grupos do Programa a nível nacional.

Palestra "Desmistificando o Concreto Protendido".


No segundo dia de congresso, a programação foi pautada essencialmente por palestras de cunho técnico e pelos Grupos de Discussão (GD). Um GD reúne discentes e docentes com um objetivo comum: discutir e trocar experiências sobre um tema específico que envolva os objetivos do PET. Nesse ano, foram quatro os Grupos de Discussão:

  • O PET como agente transformador da graduação e da sociedade;
  • Um olhar sobre os desafios: a formação do PETiano;
  • A grade curricular dos cursos de Engenharia frente aos novos moldes educacionais;
  • A importâncias da articulação política dos grupos PET.
Os resultados das discussões, os quais abrangem boas práticas e sugestões de diversos grupos PET do Brasil, serão publicados pela comissão organizadora.

O último dia de Congresso foi marcado por duas atividades muito importantes: a apresentação de trabalhos e a atividade Legado PET. Nesse IV CONPET Civil, todos os trabalhos foram publicados com número DOI (Digital Object Identifier System) e com ISSN. Essas foram conquistas do III CONPET, realizado em Curitiba, que trazem maior credibilidade e importância aos trabalhos científicos publicados no evento. O IV CONPET publicou 22 trabalhos com a certificação DOI e os anais do evento podem ser acessados no seguinte link: Anais do IV Congresso Nacional dos Grupos PET Engenharia Civil

Apresentação de trabalho pelos petianos do PET Engenharia Civil da UFPR Lucas Zorzan e David Cordeiro (da esquerda para a direita).


O PET Engenharia Civil da UFPR apresentou o trabalho intitulado "Aplicação de Problem Based Learning na disciplina de Sistemas de Transportes do curso de Engenharia Civil da UFPR". A apresentação ficou a cargo dos petianos Lucas Ghion Zorzan e David Silva Borba Cordeiro. Os petianos tiveram a oportunidade de mostrar o trabalho realizado aqui na UFPR bem como conhecer o que está sendo desenvolvido em outras Universidades. Essas são oportunidades únicas para se obter novas ideias por meio da troca de experiências.

O evento foi encerrado com a atividade Legado PET. Foi um momento de importante reflexão acerca do papel do Programa na formação de cada petiano e na formação dos cursos de graduação para os quais destinamos nosso trabalho. 

Espaço "Experiências PET" e "Legado PET".

Agradecemos a hospitalidade oferecida pelo PET Engenharia Civil da Universidade Federal do Ceará. A organização foi incrível em todos os momentos! Agradecemos também aos 85 congressistas oriundos de 15 Universidades brasileiras pela oportunidade da troca de experiências, conhecimento e pela convivência amigável durante os 4 dias em Fortaleza.


Petianos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) conhecendo as belezas turísticas de Fortaleza.

Congressistas do IV CONPET Civil.

Foto tradicional do evento (valeu, PET Civil UFPR! a ideia ganhou vida própria!)

Nos vemos em 2018, na cidade de Ouro Preto - MG, para a realização do V CONPET Civil!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Grandes obras geotécnicas - Túnel de Gothard

A Geotecnia é o ramo responsável pelo estudo do comportamento de solos e rochas. Em todos os tipos de construções civis os engenheiros geotécnicos são necessários, principalmente em grandes obras como túneis, taludes, barragens e também em fundações e sondagens, sejam elas de pequeno ou grande porte. O profissional ideal para esse cargo deve ter um currículo com grande conhecimento teórico, sendo necessária uma pós-graduação no setor, percepção intuitiva para resolução de problemas e vasta experiência no canteiro de obras.

As obras mais espetaculares dos últimos tempos têm grande participação de engenheiros geotécnicos, como o maior prédio do mundo (Burj Khalifa), as ilhas artificias de Dubai (Palm Islands) e o túnel de Gothard na Suíça. Este último é uma das grandes obras de arte recentes da engenharia e revolucionou a construção de túneis. Confira a seguir o processo construtivo e os motivos pelos quais a obra foi realizada.

Túnel de Gothard: ligação entre Suíça e Itália

Amenizar o grande fluxo nas rodovias suíças que causam grandes congestionamento diariamente. Essa foi a principal motivação para a iniciativa da construção de uma via férrea interligando Zurique, na Suíça, e Milão, na Itália. No entanto, havia um grande desafio pelo caminho: os Alpes Suíços.

Túnel de São Gotardo - Suíça

O governo agarrou o desafio e passou a tarefa para os engenheiros, os quais ao longo de toda a obra priorizaram soluções que, além de aumentar a eficácia dos serviços, visavam em princípio a segurança dos trabalhadores. Em 1999, iniciaram-se as escavações na montanha. Com cerca de 10 metros de diâmetro, o túnel levou quase duas décadas para ser finalizado - 17 anos, para ser mais preciso.

A escavação nas áreas em que as rochas eram mais rígidas aconteceu com o uso de enormes fresas, com cabeça de 10 metros de diâmetro, com brocas especiais de trituração, um corpo que podia alcançar uma altura equivalente a um prédio de 3 andares, devido aos seus braços hidráulicos que o prendiam no túnel e evitavam que a escavação fosse lenta e imprecisa, e com comprimento que equivale a 4 estádios de futebol. Projetado para trabalhar durante 6 anos, 24h por dia e 365 dias por ano, as brocas foram desenvolvidas especificamente para o tipo de rocha encontrado na montanha e, quando funcionava, em potência máxima, poderia escavar 40 metros por dia. As 6 fresas construídas foram responsáveis por quase 80% da escavação, enquanto os outros 20% ficaram distribuídos nos métodos tradicionais (escavação manual, equipamentos de menor porte, explosivos, etc.). Além de escavar, as fresas, também borrifavam concreto liquefeito nas paredes que secavam quase que instantaneamente para evitar desabamentos. Ainda havia uma esteira por dentro do equipamento, que transportava as rochas trituradas para trás, na entrada do túnel, que foram utilizadas para produção do concreto utilizado na construção. Cerca de 22 toneladas de rocha foram utilizadas e 1,3 milhões de m³ de concreto.

Fresa utilizada na escavação do túnel Gothard

Para maior segurança na utilização da via foram construídos dois tuneis paralelos, um de ida e outro de vinda, evitando choques caso algum dos trens descarrilhasse. Foi considerada a ideia de um terceiro túnel para a caso de alguma urgência e também futuras manutenções, no entanto, o custo seria muito alto e outra alternativa foi apresentada e executada. Foram construídos túneis transversais aos paralelos a cada 350 metros, que interligavam os túneis vai/vem. E também estações ao longo de todo o trajeto com sistemas de segurança contra incêndio, fumaças e abrigos para os usuários. Com isso, o túnel de 57 km é considerado o mais seguro do mundo.

Em 2011, a etapa de escavações foi finalizada e o foco foi para a infraestrutura. Ao todo, mais de 2000 trabalhadores se esforçaram para a obra ser entregue no prazo. O revestimento feito nas paredes foi executado por etapas e camadas. Por ser um ambiente com vários pontos em que havia fontes de água pura, foi utilizada na primeira camada uma malha entrelaçada branca para o escoamento da água (a água atravessa a malha e caí num sistema de drenagem armazenado no fundo do túnel), na segunda camada placas de plástico sólido foram fixados para isolar camadas remanescentes de água. Em seguida, formas de metal foram instaladas como uma forma de molde, dando forma ao concreto injetado atrás delas. Toda a água escoada tem um destino, usinas de tratamento foram instaladas em cada base desaguando em rios vizinhos.

Previsto para durar um século, o túnel é considerado a obra do século por alguns, com certeza uma grande obra e um grande desafio superado pela engenharia, são através de desafios como esse que surgem as inovações. As pessoas que antes enfrentavam horas em congestionamentos, hoje tem a possibilidade de chegar ao mesmo destino com 2h de viagem, através de trens que se locomovem a 240 km/h.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

XX Encontro Regional dos Grupos PET do Sul

No último final de semana, entre os dias 21 e 23 de abril, o grupo PET Engenharia Civil UFPR participou do XX Encontro Regional dos Grupos PET do Sul (SulPET). O evento teve como tema "Responsabilidade Política e Unificação Nacional" e as atividades envolveram discussões a respeito da participação dos grupos PET no âmbito político nacional e nas suas instituições de ensino.

Cronograma de atividades do XX SulPET

Na sexta-feira pela manhã, o PET Engenharia Civil apresentou o trabalho "Financiamento coletivo no curso de Engenharia Civil da UFPR: aquisição do Mola Structural Kit". A apresentação proporcionou compartilhar os conhecimentos adquiridos durante a realização do projeto com outros grupos PET de Engenharia Civil sobre o uso do kit como ferramenta de ensino para graduação e com PETs das demais áreas sobre o financiamento realizado para sua aquisição e a consequente autonomia que isso traz para a realização de atividades pelo grupo. Este trabalho foi premiado como o melhor apresentado entre os grupos de Engenharia.

   
Apresentação e premiação do trabalho do PET Engenharia Civil UFPR

Além de palestras e mesas sobre consciência política, unificação nacional, política de minorias e consciência petiana, o evento promoveu discussões a respeito de indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão, formação acadêmica dos alunos de graduação e modernização do ensino superior, entre outras. Nesse contexto, o evento foi uma grande oportunidade de troca entre discentes e docentes de diversas Instituições de Ensino Superior, federais e estaduais, e um momento propositivo sobre a contribuição do Programa de Educação Tutorial para o modelo educacional brasileiro.

Grupo de Discussão e Trabalho 4 - Modernização do Ensino Superior

Outros momentos importantes da programação foram os Encontros de Discentes, Docentes e de Áreas, quando os grupos de cursos relacionados puderam compartilhar experiências em relação às suas atividades relativas à graduação, organização interna e promoção de atividades relativas ao fomento de ações afirmativas, entre outros.

Grupo PET Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná

Por fim, o evento foi de grande importância para os petianos e petianas participantes, que puderam entender e discutir sobre o Programa de Educação Tutorial e sobre a consciência política de forma geral. Além disso, ao final do evento, a sede escolhida para sediar o XXI SulPET, que acontecerá na mesma época em 2018, foi a Universidade Federal do Paraná!
segunda-feira, 3 de abril de 2017

Saneamento Básico e os objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Você provavelmente já ouviu falar da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ela se trata de um plano de ação da ONU para as pessoas, para o planeta, e para a prosperidade e conta com 169 metas vinculadas a 17 objetivos.

Os objetivos são integrados e indivisíveis, e equilibram as dimensões econômica, a social e a ambiental. Para atingi-los, em especial o de Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos, o Brasil tem um longo percurso e um grande desafio pela frente. Ele tem metas como alcançar o acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos, assim como o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos.


De acordo com a Lei 11.445/2007, o saneamento é composto por abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo de águas pluviais. 

Como muitos podem imaginar, não são só as áreas rurais que sofrem com a precarização da distribuição de água tratada, mas as urbanas também. Uma pesquisa realizada pelo
Instituto Trata Brasil, por exemplo, indica que em média 48,3% da população nacional tem coleta de esgoto e o 
Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento ainda aponta que, até 2015 cerca de 83% da população não tinha acesso à água tratada. Ou seja, se a situação atual do saneamento básico no Brasil continuar no mesmo ritmo, não será possível alcançar sua universalização em 20 anos. 

Mas afinal, porque estamos tão longe de atingir o objetivo? No Brasil, a infraestrutura não acompanhou o rápido crescimento das cidades e, pela grande diferença entre a realidade dos municípios, dificilmente os prazos impostos são cumpridos, como a do fechamento de lixões, por exemplo, além de ser necessária também a colaboração conjunta de diversos órgãos diferentes. Ademais, investir em saneamento é uma tarefa custosa e muito lenta, porém isso significa reduzir gastos em saúde e melhorar a qualidade de vida da população -a cada R$1,00 investido em saneamento básico, são economizados R$4,00 em custos no sistema de saúde, de acordo com especialistas presentes no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública.

Portanto, é importante ter em mente a grande relevância da discussão do tema e que, mesmo que em um ritmo menos acelerado, é preciso avançar na construção da garantia a todos boa qualidade de vida e um ambiente saudável.

Quer saber mais? Consulte as referências tomadas como base:
  1. blogdaengenharia.com/metas-do-desenvolvimento-sustentavel-trazem-a-tona-a-questao-do-saneamento-basico-para-todos/
  2. nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/
  3. www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/a-situacao-do-saneamento-basico-no-brasil
quarta-feira, 29 de março de 2017

O começo do ano no PET!

Após um pouco mais de um mês desde que começaram as aulas, estamos aqui para falar quais foram nossas atividades até o momento. Começamos a trabalhar desde o começo de fevereiro pensando em todas as várias formas de fazer com que a graduação seja mais bem aproveitada para todos os alunos. Para isso, fizemos um planejamento de todas as atividades que ocorrerão ao longo do ano. Mas enfim, o que fizemos até o momento?

      Semana do Calouro




               Todo ano ocorre durante na Semana do Calouro (primeira semana de aula) uma breve apresentação do PET Civil UFPR explicando um pouco sobre o que é o Programa e quais são os projetos executados. Esse ano a apresentação foi feita pelos petianos Isabella e Rodrigo Otávio, onde eles falaram um pouco sobre o Programa de Educação Tutorial, como funciona a organização do grupo, nossos projetos, os eventos PET, o sistema horizontal, e outras informações importantes. Além disso, durante a Semana do Calouro também acontece o Tour do PET, um breve tour pelo campus Centro Politécnico, dando ênfase nos lugares mais frequentados pelos alunos de Engenharia Civil, desde o prédio do Setor de Ciências Exatas até o CESEC, onde fica a sala do PET.


   Engenharia Digital: A Importância da Capacitação Tecnológica





               No dia 07 de março o PET trouxe um espaço voltado para a demonstração de softwares utilizados na Engenharia Civil e sua importância. A palestra foi ministrada pela Have It Capacitação Tecnológica, explicando e mostrando algumas funcionalidades dos softwares e aplicações em BIM (Building Information Model). Além disso, foram sorteados diversos cursos!


CinePET




               Outro projeto tradicional do PET Eng. Civil é o CinePET, um dos primeiros contatos do PET com a graduação após a Semana do Calouro. No CinePET apresentamos um filme/documentário que introduz algum tema de Engenharia Civil de forma mais dinâmica e visual, uma vez que, o evento conta com uma participação maior dos calouros. Nessa edição o tema abordado foi “Casas à prova de furacão”, o evento contou com a presença de mais de 100 pessoas de diversos anos da graduação e também com a presença e comentários do Prof. Marcos Arndt e, é claro, muita pipoca!


       Curso de Mendeley





                 Os projetos do grupo PET não são apenas para a graduação! Nos dias 20/03 e 23/03 ministramos um curso do software Mendeley, de gerenciamento de referências para artigos acadêmicos, para alunos da graduação e pós-graduação. O curso foi ministrado pelos petianos Lucas e Maria. Não sabe qual a importância desse programa? Para mais dicas e informações: http://posgraduando.com/como-elaborar-referencias-bibliograficas-sem-drama-mendeley/


  Processo Seletivo




               No momento, o Grupo está passando por um Processo Seletivo! Anualmente acontecem dois processos seletivos, que focam na avaliação de perfil dos candidatos baseado em características que julgamos ideias para o convívio dentro do Programa. O resultado desse primeiro Processo Seletivo de 2017 está previsto para dia 15/04! 




                  O grupo PET Engenharia Civil da UFPR agradece a todos que participaram em nossas atividades até o momento, esperamos um ano de 2017 cheio de desafios, aprendizados e experiências!