quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Para que país eu vou?

A Engenharia civil, mesmo sendo uma das engenharias com maior abrangência de mercado, também está com muitos de seus profissionais desempregados devido à crise 2015/2016, que atingiu diretamente a Construção Civil, e à operação Lava-jato que prendeu diversos executivos das principais empreiteiras do Brasil envolvidos na corrupção da Petrobras. 

O saldo de 2015 contou com um decréscimo de 54% na empregabilidade de jovens de 18 à 24 anos, 480.000 funcionários gerais demitidos na área de Construção Civil, e 55.160 engenheiros civis demitidos. Mas diante deste cenário, mesmo o mundo inteiro passando por crises econômicas, quais são os 5 melhores países para se trabalhar em 2016? 

5- CANADÁ


Conhecido pela sua alta qualidade de vida e pela exuberância de suas terras, o Canadá possui taxa de desemprego de apenas 3,5% na área de Engenharia. Técnicos em construção de edifícios, em materiais para edificações, mecânica de precisão e em controle de obras estão entre os profissionais mais demandados. Na construção civil os salários variam de 28,30 à 34,10 dólares canadenses por hora. 

4- NORUEGA


Pela quinta vez consecutiva, a Noruega ocupa o 1º lugar no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e atualmente procura por engenheiros que atuam nas áreas de perfuração, automação, hidráulica, mecânica e mecatrônica. Apesar de um elevado custo de vida, o piso salarial é 120 coroas portuguesas por hora (cerca de 60 reais).

3- SINGAPURA



Apesar de eleita por algumas revistas como o lugar mais caro do mundo para morar, Singapura possui elevado salário. Necessitando de profissionais em diversas áreas, o país oferece diversas formas de permanência e migração para atrair profissionais de alto nível.

2- SUÍÇA 


A suíça não possui salário mínimo regulamentado por lei, porém 91% da população ganha mais de 3.300 euros por mês. Atualmente o país, sede de diversas multinacionais, necessita de engenheiros mecânico, de software, de desenvolvimento de produto, gerente de engenharia global, gerente de projetos, gerentes de engenharia, gerentes técnicos, eletromecânico de design, entre outras áreas. 

1- ESTADOS UNIDOS


Sonho de muitos brasileiros, os EUA oferecem empregos em um abrangente círculo. Desde empregos como babá ou garçom (facilmente conseguidos por jovens com inglês fluente) até empregos em multinacionais. A média salarial gira em torno de 7,25 dólares por hora e o custo de vida na capital é relativamente baixo. A maior demanda na Engenharia concentra-se em desenvolvedores e engenheiros de software.

Importante lembrar que precisamos investir na Engenharia brasileira também. Com o atual congelamento de programas que levam estudantes de engenharia para o exterior, é necessária experiência e maior bagagem para enfrentar o mercado de trabalho e toda sua complexidade econômica. 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Modais de transportes espaciais?



Imaginactive Desenvolve trem espacial que viajará à Marte em 2 dias



Imaginactive, uma companhia focada em inovações espaciais, lançou planos para um trem espacial chamado Expresso Solar, que transportará carga e pessoas através do cosmos. Charles Bombardier é o fundador da companhia e assumiu a liderança do desenvolvimento da ideia. O trem viajaria a um por cento da velocidade da luz, 3000 quilômetros por segundo. Nessa velocidade, o trem espacial seria capaz de atingir o planeta vermelho em 48 horas. Vale lembrar que o suposto trem espacial ainda é apenas conceitual, mas até então, a física tem cooperado com a empresa.

[Image Source: Imaginactive]


O Expresso Solar não pareceria em nada com um trêm convencional. Na realidade, ele teria uma série de cilindros se extendendo por 50 metros. Cada cilindro teria uma certa quantidade de carga e estaria conectado aos demais. Visto a função primária, carregar carga, o trem foi concebido para viajar pesado e totalmente carregado. Imaginactive acredita ser possível usar propulsores de foguetes, para vencer a força da gravidade e enviar o veículo para fora da atmosfera terrestre, e a força gravitacional de outros planetas para ganhar velocidade progressivamente.

[Image Source: Imaginactive]

Parte do que faz o funcionamento desse tipo de trem tão inovador é que ele nunca irá realmente parar de entregar carga. Outros veiculos menores irão se acoplar a ele, coletar a carga e então entregá-la em seu destino. A equipe ainda está trabalhando em como fazer isso tudo funcionar, mas eles não só acreditam ser possível projetar um trem no espaço, como veem esse novo modal como uma forma de suprir nossa futura necessidade de transporte no espaço. Imaginactive já é conhecida por bolar idéias realmente fora do comum, como jatos super sônicos que atingem velocidades maiores de 24 mach (6,8 km/segundo) , então fique de olho. Pode ser que você vá visitar seus filhos em Marte um dia numa nave da Imaginactive.





Adaptado de:
http://imaginactive.org/2016/08/solar-express/
https://www.youtube.com/channel/UC_9vX9wvmAZVsw1lUUdxgWA




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Engenheiros criam concreto flexível mais resistente e durável





NTU Asst Prof Yang En-Hua segurando concreto dobrável desenvolvido por sua equipe Credito: Nanyang Technological University


Engenheiros da Universidade Tecnológica Nanyang, de Cingapura criaram um concreto flexível que é duas vezes mais forte e durável que os convencionais.



A tecnologia pode ser usada principalmente na construção de rodovias. Pois, segundo seus criadores, o material exige menos manutenção e aumenta a velocidade de instalação do concreto.

Batizado de ConFlexPave, o material ganhou nova característica pela adição de polímeros à mistura do concreto. De acordo com Yang En-Hua, o pesquisador que liderou o estudo do concreto flexível, a ideia surgiu de pesquisas sobre como os componentes do concreto interagiam em uma escala microscópica.


“Conhecendo o material em detalhes, pudemos deliberadamente selecionar e construir os componentes que entrariam nessa mistura, de maneira a permitir usos mais flexíveis”, disse Yang.

O objetivo dos pesquisadores é, em alguns anos, testar o material em áreas públicas.

Apesar de concretos com tal elasticidade serem bastante inovadores, os polimeros são relativamente comuns no concreto. As resinas poliéster, epóxi, vinílicas, fenólicas e o metilmetacrilato, derivadas do petróleo, são utilizadas como aglomerante, apresentam boa resistência química, especialmente aos meios ácidos e irá adquirir características flexíveis, algo que o concreto convencional ou com aditivos não possui.
Concreto com Polímero aplicado em viaduto
http://www.ntu.edu.sg/Pages/home.aspx
http://engenhariae.com.br/tecnologia/engenheiros-criam-concreto-flexivel-mais-resistente-e-duravel/

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O Túnel Flutuante da Noruega





A Noruega, país localizado na Península Ibérica, é uma das nações mais antigas do mundo e referência em desenvolvimento econômico e qualidade de vida. Já foi lar de Vikings, é uma das monarquias remanescentes na Europa e um dos únicos países que pode desfrutar das auroras boreais. Seu terreno conta com os belíssimos fiordes, que são regiões onde o mar adentrou cadeias montanhosas, cartões postais do país.


Apesar da beleza, os fiordes podem representar dificuldades à locomoção quando existem 1190 (!!!) deles em um país pouco maior do que o estado do Mato Grosso do Sul. Para se locomover, os noruegueses dependem intensamente de balsas, o que desacelera muito o tráfego. Por exemplo, uma viagem de carro de Trondheim, no norte, à Kristiansand, no sul, leva em torno de 21 horas a uma velocidade média de 50 Km/h. Entre várias possíveis alternativas, destaca-se uma iniciativa pioneira que promete reduzir pela metade o tempo de viagem: um túnel que flutua com a ajuda de balões de ar.





Mas por que não usar uma ponte ou um túnel normal? As encostas do fiordes são extremamente ingrimes e acidentadas, e suas profundidades são próximas a 2km, tornando impossível o acesso ao fundo para qualquer construção.
No ousado projeto, "tubos" de concreto de 1220 metros de comprimento estariam submergidos a uma profundidade de 20 metros, e seriam sustentados por balões de ar. Estes ficariam espaçados de forma a permitir a navegação.





Dentre as vantagens levantadas pela Administração de Vias Públicas da Noruega (NPRA) encontram-se:
  • Claro, mais rapidez e praticidade para atravessar o país;
  • Os moradores do interior teriam mais segurança em casos de emergência (atualmente as únicas alternativas de transporte rápido para muitos vilarejos são os helicópteros);
  • Alternativa ecológica, já que não exigiriam muitas deformações no terreno ou no fundo do mar;
  • Permitiria manter a beleza natural dos fiordes.





Se isto soa como loucura, a outra opção levantada é ainda mais complicada. Um projeto mais caro e complexo do que esse veio na forma de uma ponte suspensa, que precisaria ter 3.7 km de extensão de vão livre, aproximadamente três vezes a Ponte Golden Gate de São Francisco, e suas duas torres teriam que ser de 450 metros cada, 150 metros mais altas do que a Torre Eiffel em Paris.
Os engenheiros da NPRA estimam que o custo da construção seria de aproximadamente U$25 bilhões, e ela ficaria pronta em torno de 2035. Vários estudos estão sendo conduzidos para avaliar as possibilidades, então ainda levará muito tempo até ocorrer a decisão final para a construção.






segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quanto você pagou pelas Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016?

Resultado de imagem para maracanã x favela rio de janeiro 2016


Desde 2009, ano em que o mundo recebeu a notícia de que o Brasil seria sede das Olimpíadas em 2016, os projetos de obras já iniciaram-se e com eles vieram as demandas de custeio e engenheiros. Mas quanto você pagou por este evento como um todo, podendo ou não prestigiá-lo no Rio de Janeiro?

Estádios, linhas de transportes, pontes de acesso e a construção da Vila Olímpica custaram cerca de 39 bilhões de reais, ultrapassando em 10 milhões o orçamento inicial. Tal discordância dos gastos deve-se ao acúmulo da inflação e aos problemas enfrentados pelos engenheiros e arquitetos durante a execução de seus projetos. 

A Engenharia Civil exerce um papel fundamental para que as Olimpíadas aconteçam. É necessário pensar no evento como um todo, além das obras, da sistematização estratégica dos transportes e do tratamento da água envolta, quais serão os benefícios que ficarão para a comunidade depois do último jogo?

Desde o começo inúmeros problemas foram denunciados pelo mundo que estava com os olhos voltados para o Brasil. A exemplo disso temos a poluição extrema das águas do Brasil, que provocou febre, diarreia e vômito em muitos competidores. Dados da análise da água da Baía de Guanabara indicaram presença de vírus em uma escala de 1,7 milhão de vezes acima do considerado alarmante nas praias do sul da Califórnia, EUA. Pesquisadores e analistas compararam a qualidade das águas das praias a "esgotos puros" ou "águas semelhantes às africanas e indianas".

Despoluição da Baía de Guanabara foi anunciada como maior legado dos jogos olímpicos; mas ainda é distante de se tornar real (Foto: AP Photo / Silvia Izquierdo)

Em relação aos transportes, a ampliação do metrô representou a obra mais cara e atrasada dos Jogos Olímpicos, alcançando um valor de 8,4 bilhões de reais. Sem testes de segurança adequados, justamente pelo atraso nas obras, os metrôs circularam lotados e as rotas dificultaram o trânsito envolto. Taxistas garantiram-se com as inúmeras corridas, porém houveram inúmeras denúncias de cobranças abusivas de taxas. No Rio de Janeiro, cidade brasileira onde a população mais perde tempo para deslocar-se de casa para o trabalho, as obras olímpicas representaram grande avanço, mas há muito o que fazer para mudar o legado de mais de meio século.

Linha 1 do metrô do Rio, às 19horas da segunda-feira.


Em uma visão global, as Olimpíadas apresentaram pontos negativos e positivos. Se por um lado o evento foi magnífico, com uma grande geração de empregos, melhorias nos transportes e vias, tratamento da água envolta, investimentos em esportes poucos reconhecidos no Brasil e investimentos em línguas estrangeiras, por outro o custo foi exorbitante e isso repercutirá diretamente nos investimentos necessários no Brasil e no aumento considerável de impostos. Em um balanço geral, temos os seguintes custos:

Arenas – R$ 7,07 bilhões (valor atualizado nesta sexta)
Legado – R$ 24,6 bilhões (estimativa de abril de 2015)

Comitê Rio-2016 – R$ 7,4 bilhões (valor atualizado em agosto de 2015)

CUSTO TOTAL – R$ 39,1 bilhões
Custo na candidatura – R$ 28,8 bilhões (em valores da época)
Custo da candidatura corrigido  R$ 44,39 bilhões (aproximado)

Custa da Copa de 2014 – R$ 27,1 bilhões

Custo de Londres-2012 – R$ 65,3 bilhões (câmbio atual)
Diante deste cenário, onde todos nós pagamos pelo evento, fica o questionamento se os engenheiros tiveram um senso crítico na projeção de toda infraestrutura construída. Vale a reflexão da crise econômica que estamos tentando superar há mais de anos e nos inúmeros déficits que nosso país apresenta, ainda sem solução. A foto abaixo mostra um muro construído separando o Complexo da Maré, da principal via de acesso dos turistas aos jogos. Qual é o verdadeiro significado das Olimpíadas para nós, brasileiros?























quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Desafio de Taludes

No último dia 12/08, o grupo PET Engenharia Civil em conjunto com o Grupo de Estudos em Geotecnia, realizou a primeira edição do Desafio de Taludes. O Desafio de Taludes é um projeto que objetiva intensificar o interesse dos alunos da graduação na área da Geotecnia por meio da aplicação prática de conceitos estudados em sala de aula. Tendo isso em vista, o grupo PET realizou a primeira edição da competição que consistiu na execução de uma obra geotécnica, em modelo reduzido, simulando a construção de um talude em escala real.



Nessa primeira edição, o Desafio contou com a participação de 13 equipes, tanto da UFPR como de outras Universidades de Curitiba e de outros estados. A Universidade Positivo, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná e a FACEAR honraram, juntamente com a UFPR, o nome da Engenharia Paranaense. A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) também participou da competição inscrevendo 4 equipes. Ver este grande interesse dos futuros engenheiros civis pela Geotecnia faz todo o trabalho valer a pena!

Após diversos dias de trabalho exaustivo, o grupo PET Civil comemora o sucesso do evento. A classificação final da competição ficou da seguinte forma:

Nossos sinceros parabéns e votos de sucesso a todas as equipes participantes, em especial às equipes Os Taludeiros, Taludes Go e Talude Descendente, posicionadas nas três primeiras colocações. Desafiar-se, ousar e ter coragem de arriscar faz de todas as equipes legítimas vencedoras! Que as dificuldades encontradas sirvam como crescimento e aprimoramento para a futura e brilhante carreira de cada um.

A organização do evento agradece imensamente aos patrocinadores que tornaram este evento possível. À Maccaferri, parceira do início ao fim e que, em todos os momentos, mostrou-se uma empresa séria, competente e comprometida com a Engenharia de qualidade, nosso muito obrigado. O sucesso histórico da empresa se repete a cada dia, e nos engrandece poder contar com seu apoio. À Fugro In Situ, aos Institutos LACTEC e à Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) nossos agradecimentos pelo apoio e confiança.



O sucesso de um evento deste porte só foi possível com o auxílio dos diversos alunos da graduação. O PET Civil agradece aos petianos egressos e aos alunos da UFPR que incansavelmente nos ajudaram a carregar anilhas e a desmontar os taludes, permitindo a continuidade do evento. Nosso muito obrigado, também, ao professor Vítor Faro, do DCC, que desde a concepção do projeto nos auxiliou com ideias, conselhos e também dividiu conosco muitas aflições.

Projeto pioneiro no Brasil, o Desafio de Taludes cumpriu seu objetivo. Trouxe luz à Engenharia Geotécnica, desafiou os participantes e agregou conhecimento de maneira diferenciada. Os problemas e divergências da primeira edição ficam como aprendizado para a melhoria contínua da competição. 

Afinal, como disseram vários sábios: "O futuro ainda não está escrito. Nós estamos aqui para escrevê-lo."

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

XXI ENAPET - Rio Branco/AC

Nos dias 01 a 05 de agosto de 2016, aconteceu, em Rio Branco, capital do Acre, a XXI edição do Encontro Nacional dos Grupos PET (ENAPET). O ENAPET é um evento nacional que reúne, durante uma semana, todos os grupos PET do Brasil, mostrando a diversidade do Programa e seu poder de transformação.




A Universidade Federal do Acre sediou esse grande evento em uma época conturbada para o país. Nem com todas as dificuldades existentes, os petianos de todo o Brasil deixaram de dar o seu máximo para a construção de uma educação melhor no futuro. Com o tema "Ensino, Pesquisa e Extensão: Indissociabilidade", o evento trouxe para discussão temas relevantes para a construção da Universidade brasileira no século XXI.


O primeiro dia do evento foi marcado por atividades culturais diversas através dos minicursos. Os minicursos do XXI ENAPET foram ministrados por petianos de diversas universidades do Brasil, com o objetivo de difundir os conhecimentos e culturas das mais diversas regiões brasileiras. A cerimônia de abertura do Encontro contou com a presença de autoridades da UFAC, representantes tutores e representantes discentes e, ao final destas, os presentes participaram da conferência de abertura com o seguinte tema: "Os desafios para a Universidade Brasileira no século XXI: a indissociabilidade do "Ensino, Pesquisa e Extensão"". O palestrante principal foi o professor Silvio Sanchez, o qual já esteve presente na UFPR palestrando sobre o mesmo tema. Após a fala de Sanchez, o professor João Aristeu da Rosa, ex-presidente da CENAPET (Comissão Executiva Nacional do PET), deu seu relato de experiência com a educação tutorial e com a educação brasileira em geral.



No dia seguinte, os quase 400 petianos presentes em Rio Branco deram início às deliberações do evento com o Encontro de Petianos discentes e tutores. Este encontro é uma grande oportunidade para que os petianos conheçam e estruturem suas demandas a fim de encaminhá-las à instâncias superiores, a fim de aprimorar suas atividades e os cursos de graduação nos quais estão inseridos.





O XXI ENAPET foi palco, também, da eleição da nova Diretoria da CENAPET. A CENAPET é o órgão superior dos grupos PET e é a comissão responsável pelo contato direto com o Ministério da Educação. Em eleição com chapa única, o professor Mário, tutor do PET Conexão dos Saberes da UNB, foi eleito o novo presidente da Diretoria da comissão. 

No mesmo dia, ocorreu um momento ímpar do XXI ENAPET: a apresentação de trabalhos. Esta parte do evento sempre promove uma grande troca de experiências e conhecimentos entre todos os petianos presentes. É desses momentos que muitas ideias surgem e que muitos novos projetos são criados. O contato entre cursos diferentes, entre mesmos cursos de universidades diferentes e entre universidades diferentes promove a difusão do conhecimento técnico, científico e cultural por todo o país. Conhecer o que é feito articulando Ensino, Pesquisa e Extensão nas universidades públicas brasileiras estimula as ações a fim de melhorar a qualidade do ensino superior no país.



Na quarta-feira, dia 03/08, a manhã começou cedo para os petianos em Rio Branco. Os Grupos de Discussão e Trabalho (GDT), com 10 temas distintos, reuniram-se para discutir e deliberar ações reais para solucionar os problemas que envolvem tanto os grupos PET, sua estrutura quanto a educação brasileira em geral. Nesse momento, são criados os encaminhamentos a serem votados posteriormente na Assembleia Geral.

Os dias seguintes foram ocupados com a continuidade nos trabalhos dos GDTs, atividades culturais e conferências diversas. Temas como Territorialidade, Lutas Políticas e Ensino, pesquisa e extensão: o PET para além da tecnificação do saber encheram as tardes e noites dos petianos presentes com novos e aprofundados conhecimentos.



O XXI ENAPET encerrou-se no dia 05/08, com a realização da Assembleia Geral. Com 13 horas de duração, a atividade final dos petianos nesse encontro promove um profundo aprimoramento em questões políticas e burocráticas, com estímulo a discussão e ao respeito pelas opiniões divergentes. A participação na Assembleia faz os petianos ter a certeza de que todo o trabalho realizado valeu a pena.






O PET Engenharia Civil da UFPR participou do ENAPET 2016 através de três petianos: Lucas Zorzan, Stephanie Zau e Willian Bueno. Os discentes levaram demandas da UFPR e da região Sul para o encontro nacional, além de participarem ativamente da confecção dos trabalhos científicos. A petiana Stephanie apresentou o trabalho intitulado "Intercâmbio entre grupos PET da Universidade Federal do Paraná", executado em parceria com a Comissão Executiva InterPET da UFPR.



Parabenizamos a organização do evento pela realização de mais um ENAPET, os petianos presentes por não medirem esforços na contribuição com o programa, tendo em vista todas as dificuldades, e confirmamos, desde já, a nossa presença no XXII ENAPET, a ser realizado em Brasília/DF.










sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Estudantes da UFPR projetam paraciclo em madeira para melhoria do próprio campus

Já imaginou estacionar sua bicicleta em um lugar com iluminação noturna, seguro de chuvas, roubos e outros tipos de exposições?! Ainda melhor que isso, já imaginou poder escolher qual será o novo design dos paraciclos do seu campus?


Pois é exatamente isso que será possível a partir da semana que vem, para os alunos do Campus Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná. Isso graças a uma proposta dada aos alunos do curso de Engenharia Civil da UFPR!
A ideia desenrolou-se dentro da disciplina de Estruturas de Madeira onde, o docente responsável Prof.Dr. Elvídio Gavassoni, trabalhou com os alunos através da metodologia de Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL).  Nesta disciplina, os alunos se dividiram em equipes e tiveram de desenvolver um projeto que solucionasse um dos problemas existentes na infraestrutura do campus: A falta de segurança e iluminação dos paraciclos do Campus Centro Politécnico da UFPR.



Cada equipe fez um projeto, predominantemente em madeira, que deverá atender às condições básicas de segurança e funcionalidade e estarão sendo avaliados pela comunidade acadêmica e por professores. A ideia final, após a escolha de um dos projetos, é encaminhar à Superintendência de Infraestrutura do Campus (SUINFRA) para que este possa ser concretizado.

A divulgação das propostas e as votações para a seleção do melhor projeto ocorrerão a partir do dia 26/08. Não perca essa oportunidade de transformar o seu Campus em um lugar melhor e mais seguro, além de incentivar o uso de um modal mais sustentável!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Curitiba: Modelo em planejamento Urbano e sustentabilidade?

Curitiba é famosa internacionalmente por ser uma cidade pioneira na implementação de um planejamento urbano sustentável. Ideias como o sistema de transporte público, bus rapid transit (BRT), o sistema de reciclagem do "lixo que não é lixo", o programa Câmbio Verde e os faróis do saber, renderam à cidade apelidos como Capital VerdeCidade mais verde na terra e Cidade mais inovadora do mundo.


Curitiba se tornou um modelo para o transporte público de qualidade

Muitos desses nomes surgiram graças a ações realizadas durante os mandados do prefeito Jaime Lerner, entre 1971–75, 1979–84 e 1989–92. Apesar de ser criticado por muitos, com seus ideais: "Se você quer criatividade, corte um zero do orçamento. Se você quiser sustentabilidade, cortar dois zeros!", o ex-prefeito e governador expôs Curitiba ao resto do mundo através de projetos ousados e inovadores.

Jaime Lerner transformou Curitiba em uma espécie de laboratório de inovações em planejamento urbano. Antes mesmo de se tornar prefeito, participou do desenvolvimento do Plano Diretor de Curitiba, que resultou no processo de transformação física, econômica e cultural da cidade. Durante seus mandatos, algumas ações memoráveis, e até mesmo polêmicas, foram a implementação do Sistema Integrado de Transporte Coletivo, a transformação da Rua XV de Novembro em um via exclusiva para pedestres, o "calçadão", a construção do Jardim Botânico de Curitiba e a Ópera de Arame, e a criação da Universidade Livre do Meio Ambiente (UNILIVRE).


Jaime Lerner
Entretanto, após esses "anos dourados" para a inovação e sustentabilidade de Curitiba, nos últimos anos a cidade vem passando por um writer's block (bloqueio criativo), e atualmente é a capital com maior índice de veículos per capita do Brasil . Lutando para se reinventar, a capital vem recebendo críticas opostas aos méritos do passado.


“Curitiba parou de inovar e está comprando coisas obsoletas ou copiando os outros. O viaduto estaiado, por exemplo, é uma cópia que foi feita da ponte de São Paulo, e de forma desnecessária. E não poderemos reconstruir com qualidade uma rede de transporte com apenas meia linha de metrô, que é o que está sendo proposto.”
Jaime Lerner, arquiteto e ex-prefeito de Curitiba.

“A cidade que diz ter mais de 100 quilômetros de ciclovia as tem esburacadas, com cruzamentos não sinalizados, e com orçamento zerado pelo prefeito há pelo menos cinco anos consecutivos. Gasta-se mais com café no gabinete do que com ciclovias.” 
Fábio Duarte, arquiteto e urbanista, professor da PUCPR 

Outros defendem a cidade como uma eterna cidade modelo, graças a suas inovações que influenciaram soluções urbanas adotadas no mundo todo.


“Ela (Curitiba) atingiu determinados níveis de excelência e foi a cidade que cirou o que hoje é conhecido como BRT (Bus Rapid Transit), o sistema que opera em canaletas exclusivas. Isso não vai mudar."[...]"Prefiro ter sempre um horizonte a buscar do que já ter ultrapassado um nível e ficar achando que não há mis nada a fazer." 
Sérgio Pires, arquiteto e designer, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC)  
Curitiba continua sendo modelo em planejamento urbano e sustentabilidade? Ou, como diz o historiador Dennison Oliveira, as gestões municipais movidas por interesses privados e empresariais continuarão sendo entraves na qualidade de vida dos moradores da cidade?

Recentemente o jornal britânico The Guardian incluiu Curitiba numa série de artigos referentes a história da urbanização das cidades, não há dúvida que nossa capital teve um passado glorioso e é reconhecida internacionalmente, porém o ouro do passado não pode ofuscar a preocupação com os problemas do presente. 


Referências:
  • https://traveltoparana.wordpress.com/2010/01/15/curitiba-is-the-first-brazilian-city-to-win-the-sustainable-transport-award/
  • https://nextcity.org/daily/entry/cracks-in-the-curitiba-myth
  • https://www.theguardian.com/cities/2016/may/06/story-of-cities-37-mayor-jaime-lerner-curitiba-brazil-green-capital-global-icon
  • http://articles.latimes.com/1996-06-03/news/mn-11410_1_world-city
  • http://www.theecologist.org/green_green_living/2299325/curitiba_the_greenest_city_on_earth.html
  • http://www.dac.dk/en/dac-cities/sustainable-cities/all-cases/green-city/curitiba-the-green-capital/
  • http://www.archdaily.com.br/br/783642/planejamento-urbano-nao-pode-separar-transito-moradia-e-lazer-diz-jaime-lerner
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Jaime_Lerner
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Curitiba#Urban_planning
  • http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/sera-que-curitiba-nao-e-mais-aquela-9dmrigv03iv6ab6f3wy4biqtq
terça-feira, 16 de agosto de 2016

Concreto capaz de absorver poluição

A poluição do ar causa, a cada ano, cerca de 7 milhões de mortes no mundo todo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, houve um aumento de 8% nos níveis globais de poluição desde 2008, mostrando que as medidas ambientais tomadas até agora não foram suficientes, principalmente nos países em maior desenvolvimento. Como engenheiros, também é de nossa responsabilidade nos adaptarmos a realidade mundial e buscar soluções para problemas como esse. Pensando nisso, o Grupo Italcementi, um dos maiores produtores mundiais de cimento, trabalha focado em inovar e criar produtos cada vez mais sustentáveis.

Um dos produtos da Italcementi é o concreto feito com a mistura de cimento com dióxido de titânio, permitindo a passagem do ar pelo concreto enquanto absorve partículas de óxido de nitrogênio, um dos principais componentes da poluição do ar. A estrutura além de ajudar a filtrar o ar ao redor permite que os resíduos absorvidos sejam carreados pela chuva, se transformando em sais inertes ao ambiente.



Esse concreto foi utilizado no Palazzo Italia, imagem acima, que se encontra na cidade de Milão. Para construção da sua fachada foram utilizados 9000 metros quadrados do concreto desenvolvido pela Italcementi. Segundo a empresa, foram necessárias 12.500 horas de pesquisa para alcançar esse resultado. Uma estimativa bem curiosa é que se 15% dos prédios de Milão utilizassem tal concreto, reduziria a poluição do ar em 50% na cidade.

Além dessa mistura inovadora, a estrutura também utilizou mármore e granito reciclado como agregado para o concreto, sendo ainda mais sustentável, e foi projetada para consumir 40% menos energia, através da colocação de painéis solares no telhado de vidro. Essas preocupações devem estar na mente de todos, principalmente de nós engenheiros.



Essa é somente uma das medidas atuais para tentar contornar a situação em que nos encontramos. Para mais informações sobre a Italmenti e seus produtos, acessar os links abaixo:

http://www.italcementigroup.com/ENG/
http://www.i-nova.net/